A 21.ª Conferência Anual do Sector Privado (CASP) deverá destacar projectos de investimento avaliados em cerca de 1,2 mil milhões de dólares norte-americanos, reforçando o papel do sector privado na diversificação da economia moçambicana e na promoção de um crescimento sustentável.
O evento, agendado para os dias 14 e 15 de Julho, em Maputo, centrará as suas discussões em sectores estratégicos como o agronegócio, logística, turismo e digitalização, considerados fundamentais para aumentar a competitividade do país e dinamizar a actividade económica.
A informação foi avançada pela directora executiva da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Teresa Muenda, durante a 13.ª Sessão do Conselho de Monitoria do Ambiente de Negócios (CMAN).
A conferência contará com dois painéis de alto nível, liderados pelo Presidente da República, Daniel Chapo, e pela Primeira-Ministra, Maria Benvinda Levi, além de quatro sessões bilaterais destinadas à promoção de investimentos entre Moçambique e parceiros internacionais, entre os quais Japão, China, Portugal e vários países africanos.
O programa integra ainda dez sessões paralelas dedicadas à identificação de oportunidades de negócio, ao reforço da cooperação empresarial e à atracção de novos investimentos.
Durante a sessão, Teresa Muenda reconheceu que a economia moçambicana enfrentou desafios significativos nos últimos anos, marcados pela pandemia da Covid-19, por fenómenos climáticos extremos, instabilidade social e tensões geopolíticas internacionais. Ainda assim, destacou que o país começa a registar sinais positivos decorrentes das reformas estruturais em curso, reflectidas nas prioridades definidas pelo Plano Quinquenal do Governo 2025–2029.
Por sua vez, o presidente da CTA, Álvaro Massingue, alertou para a persistência de constrangimentos que continuam a limitar o crescimento do sector privado. Entre as principais preocupações apontou a complexidade do sistema tributário, os elevados custos de conformidade fiscal, a reduzida previsibilidade tributária e os atrasos nos pagamentos do Estado e nos reembolsos do IVA.
O líder empresarial defendeu igualmente uma maior coordenação entre as instituições públicas, sobretudo na aplicação dos incentivos fiscais concedidos aos investidores, sublinhando que a segurança jurídica continua a ser um factor determinante para reforçar a confiança e atrair novos investimentos.
Apesar dos desafios, a CTA saudou a aprovação do novo Regime Jurídico do Conteúdo Local, considerando-o uma oportunidade estratégica para transformar os recursos naturais em desenvolvimento económico, fortalecer as empresas nacionais e criar mais oportunidades de emprego para os moçambicanos.
A CASP 2026 deverá reunir membros do Governo, líderes empresariais, investidores e parceiros internacionais, consolidando-se como uma das mais importantes plataformas nacionais de diálogo económico, promoção de investimentos e fortalecimento da parceria entre os sectores público e privado em Moçambique.



