Wednesday, June 3, 2026
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Nampula e Niassa vão beneficiar de 352 km de estradas

O governo de Moçambique vai construir e reabilitar cerca de 352 quilómetros de estradas conectoras em seis troços nas províncias de Nampula e Niassa,para  facilitar a ligação entre os centros de produção e os centros de comercialização no Corredor de Desenvolvimento de Nacala.

Os troços abrangidos são Namiconha- Iapala, Namialo-Imala, Rapale-Mecuburi, Nampula Corane, Cuamba- Metarica e Cuamba Insaca, criados no âmbito do Acordo Institucional do Corredor de Nacala, rubricado no passado dia 7 de Outubro pelo Presidente da República, Filipe Nyusi e os seus homólogos de Malawi e da Zâmbia, Lazarus Chakwera e Hakainde Hichilema, respectivamente.

A iniciativa enquadra-se no Projecto de Comércio, Conectividade da África Austral (PCCAA), na sua componente de fortalecimento das infra estruturasde transporte para melhorar o acesso aos mercados.

O acordo assinado pelos três Chefes de Estados visa revitalizar o Corredorde Desenvolvimento de Nacala, introduzindo uma abordagem centrada nosinteresses e preocupações dos agentes económicos, assegurandomecanismos integrados para o seu funcionamento, contribuindo assim para oaumento da competitividade e atractividade do Corredor de Nacala.

Para assegurar a prossecução do objectivo central de integração regional, o Presidente da República Filipe Nyusi, avançou estar para breve a criação  de um Secretariado do Comité de Gestão do Corredor de Desenvolvimento de Nacala.

Igualmente, o governante falou  do desenvolvimento de sistemas de Tecnologias de Informação e Comunicação para digitalização do comércio, expansão e reabilitação de 5 postos fronteiriços, bem como o desenvolvimento de cadeias de valor através de financiamentos do Fundo Catalítico para a Inovação e Demonstração e a melhoria da segurança rodoviária.

Refira-se que o Projecto de Comércio & Conectividade, actualmente em implementação em Moçambique e no Malawi, é financiado pelo Grupo Banco Mundial, no valor global de USD 380 Milhões de dólares norte americanos, dos quais 230 para Moçambique e 150 para o Malawi.

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