Thursday, February 12, 2026
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Fórum de negócios Itália-Moçambique: ambos países abertos para investimentos

O estabelecimento de parcerias para a exploração do potencial e oportunidades de negócios existentes entre Moçambique e a Itália é fundamental para assegurar os benefícios mútuos dos investimentos. Quem o diz é o Presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Agostinho Vuma.

Vuma falava no fórum de negócios Itália-Moçambique, que decorreu, na Quinta-feira, em Milão, durante o qual referiu que as parcerias empresariais entre os dois países, têm o potencial de promover o conteúdo local.

Aliás, esta questão esteve no topo das conversações entre o Presidente da República, Filipe Nyusi, e a Primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, aquando da sua última visita a Moçambique.

Empresas italianas desejam expandir-se 

De acordo como uma nota da CTA, a delegação empresarial moçambicana observou que as empresas italianas têm um desejo grande de se internacionalizar, “incluindo a disponibilidade do próprio Governo de sustentar este potencial através do Fundo de Internacionalização, do Fundo Climático, entre outros”.

“A nossa maior expectativa é colocar os sectores empresariais dos dois países na liderança de processos de cooperação que atinjam ou suplantem, por ano, cerca de 500 milhões de dólares de negócios bilaterais em exportações e importações, o que representaria o dobro do volume actual de negócios”, referiu Agostinho Vuma.

Moçambique favorável para investimentos

Aos empresários italianos,  Vuma disse que Moçambique dispõe de um ambiente favorável e atractivo, do ponto de vista legal e estrutural, para o investimento directo estrangeiro em Moçambique, o que representa a sua matriz de oportunidades de negócios.

Esse ecossistema empresarial é resultado da adopção de políticas implementadas pelo Governo, como a introdução do Pacote de Medidas de Aceleração Económica (PAE), um conjunto de 20 medidas estruturantes.

O instrumento elenca a Lei de Investimentos, facilidades de obtenção de visto, a Lei do Trabalho e o Código Comercial, “cujo objectivo é colocar o sector privado como principal agente dinami zador da economia e oferecer um ambiente mais estável para os investimentos estrangeiros”.

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