Saturday, May 2, 2026
spot_img

FMI prevê retorno do projecto da TotalEnergies em Moçambique nas próximas semanas

O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou que um consórcio liderado pela TotalEnergies retomará provavelmente as actividades em seu projecto de gás natural liquefeito (GNL) na província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, no início deste ano. De acordo com um relatório da entidade, a retomada do projecto pode ser crucial para evitar que o país tenha que reestruturar seus eurobonds no valor de 900 milhões de dólares, cujos pagamentos começarão em 2028.

“Apesar de algumas melhorias na segurança no Norte, as condições sociais continuam frágeis”, alertou o FMI. Cerca de 10% da população enfrenta insegurança alimentar, e iniciativas humanitárias, como o Programa Alimentar Mundial (PMA), enfrentam dificuldades para obter financiamento. A estabilidade na região depende significativamente da assistência humanitária.

O projecto, liderado pela empresa francesa TotalEnergies no distrito de Palma, em Cabo Delgado, está orçado em 23 bilhões de dólares, representando o maior investimento estrangeiro em Moçambique até o momento. No entanto, foi interrompido em 2021 devido a ataques terroristas islâmicos na cidade de Palma.

A retomada desse projecto é aguardada com grande expectativa, já que seu sucesso não apenas impulsionará o desenvolvimento económico de Moçambique, mas também ajudará a fortalecer a segurança e a estabilidade na região.

Noticias Relacionadas

Área 4: GNL moçambicano chega a Singapura

Um novo carregamento de Gás Natural Liquefeito proveniente da...

ENH assina acordo com EDM, CFM e HCB para fornecimento de gás ao mercado doméstico

A ENH, EDM, CFM e HCB unem forças para...

INP reforça capacidade regulatória com apoio da Noruega numa nova fase de cooperação no sector de gás e petróleo

Programa Energy for Development substitui modelo anterior centrado no...

Empresas moçambicanas perdem contratos no Sector do Gás por falta de certificação e preparação, alerta Câmara de Energia

As empresas moçambicanas estão a perder oportunidades no sector...