Monday, March 2, 2026
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Knighthood Global escolhida para reposicionar a LAM e impulsionar o sector da aviação

  • Consultora internacional liderada por James Hogan vai trabalhar com novos accionistas da LAM na redefinição da frota, governação e conectividade estratégica;
  • A consultora irá liderar, nos próximos 90 dias, o processo de estabilização e reposicionamento da LAM (Aviator);
  • Novos accionistas da LAM são a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) e Empresa Moçambicana de Seguros (EMOSE);
  • Estratégia visa redefinir a frota, melhorar a governação e fortalecer a conectividade nacional e regional.
  • Objectivo é apoiar sectores estratégicos como turismo, mineração, petróleo e agricultura (Knighthood Global);
  • Knighthood possui histórico de revitalização de companhias aéreas em África e Europa, incluindo o caso Air Malta.

O Governo de Moçambique designou a consultora internacional Knighthood Global para conduzir o processo de revitalização da LAM – Linhas Aéreas de Moçambique, num movimento que visa não só estabilizar a transportadora aérea nacional, mas também reconfigurar o sector da aviação em Moçambique, conforme avança o portal especializado Aviator (12 de Maio de 2025).

A LAM – Linhas Aéreas de Moçambique vai contar com a experiência da Knighthood Global para a sua reestruturação estratégica e operacional. A consultora internacional, sediada em Abu Dhabi e liderada por James Hogan, antigo CEO da Etihad Airways, foi formalmente contratada pelo Governo moçambicano para liderar os esforços de reposicionamento da companhia aérea nacional, segundo revelou a própria Knighthood em comunicado reproduzido pelo portal Aviator.

De acordo com o portal Aviator, o plano de acção, cuja execução terá início imediato, prevê um período inicial de três meses centrado na estabilização operacional e reposicionamento estratégico da LAM. A Knighthood irá trabalhar em estreita colaboração com os novos accionistas da transportadora: a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), os Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) e a Empresa Moçambicana de Seguros (EMOSE), os quais têm o mandato de adquirir novas aeronaves e reconstituir uma frota adequada às exigências do mercado.

Actualmente, a LAM opera com apenas quatro aeronaves — duas Embraer EMB-145, uma Bombardier CRJ900 e um Boeing 737-500 — a partir do Aeroporto Internacional de Maputo, uma situação que reflecte anos de dificuldades operacionais, incluindo a suspensão de rotas e elevada rotatividade na gestão de topo.

A Knighthood sublinha que “o envolvimento das partes interessadas e o reforço da governação serão cruciais para restaurar a confiança no processo de reestruturação da LAM e alinhar todas as partes em torno de uma estratégia comum”, conforme consta do seu comunicado oficial citado pelo Aviator.

Segundo a consultora, a reestruturação da LAM deverá também servir de catalisador para o crescimento do turismo e de sectores económicos estratégicos como a mineração, o petróleo e a agricultura, com ênfase na criação de rotas que fortaleçam a conectividade interna e regional.

A Knighthood Global tem vindo a ganhar protagonismo em África, tendo liderado recentemente processos de revitalização das transportadoras nacionais do Zimbabué e da Tanzânia. Em 2024, concluiu o desenvolvimento do plano de negócios da KM Malta Airlines, aprovado pela União Europeia após o encerramento da antiga Air Malta (Aviator).

Além disso, a consultora foi recentemente nomeada conselheira estratégica da companhia britânica Global Airlines, onde irá acompanhar o processo de introdução de aviões Airbus A380 e o licenciamento da nova operadora junto das autoridades do Reino Unido.

James Hogan, presidente da Knighthood, afirmou ao Aviator que “o continente africano atravessa um período de crescimento sem precedentes” e que a empresa está “comprometida em contribuir para o fortalecimento da indústria aérea como vector do desenvolvimento económico”.

A nomeação da Knighthood Global representa, assim, uma nova tentativa de revitalizar a LAM, marcada por anos de perdas, reduzida capacidade operacional e reputação fragilizada. O sucesso desta parceria poderá representar não apenas a salvação da companhia, mas um novo capítulo para a aviação civil em Moçambique.

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