Thursday, October 15, 2026
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GIFiM intensifica acções de prevenção ao branqueamento de capitais em zonas de risco

O Gabinete de Informação Financeira de Moçambique (GIFiM) está a intensificar as acções de prevenção ao branqueamento de capitais e ao financiamento ao terrorismo, com foco especial nas cidades de Nampula, Lichinga, apontadas como zonas de alto risco devido à sua proximidade com a província de Cabo Delgado, afectada por acções terroristas.

Segundo uma publicação do jornal Rigor, no âmbito deste esforço, o GIFiM realizou-se na cidade de Nampula, um seminário de sensibilização dirigido às entidades dos sectores não financeiros, como imobiliárias, revendedoras de veículos, advogados, conservadores, notários e assistentes jurídicos. A actividade insere-se no Plano Nacional de Acção alinhado com as recomendações do Grupo de Acção Financeira Internacional (GAFI).

“Vamos realizar três actividades principais: acompanhar a expansão dos sectores de venda e revenda de viaturas e do sector imobiliário, promover seminários de sensibilização junto às entidades desses sectores e proceder com o registo e cadastro das entidades financeiras e não financeiras designadas. Este é o nosso objectivo principal”, explicou Pedro Comissário, chefe do Departamento Central do GIFiM. Segundo o responsável, ações semelhantes decorrem em simultâneo nas cidades de Lichinga e Chimoio.

As medidas respondem aos resultados da Avaliação Nacional de Riscos, que identificou as províncias de Nampula e Niassa (Lichinga) como particularmente vulneráveis devido à porosidade das fronteiras e à ameaça crescente do terrorismo na região norte do país.

“É um facto que a província de Cabo Delgado está a ser assolada pelo terrorismo, e é indiscutível que o financiamento do terrorismo se faz com base em actividades criminosas. Logo, as províncias vizinhas estão expostas, e é fundamental adoptar medidas preventivas para evitar que essas práticas se instalem”, alertou Pedro Comissário.

Segundo o responsável, os sectores da venda de automóveis e do imobiliário são particularmente susceptíveis à lavagem de dinheiro, razão pela qual estão sob supervisão directa do GIFiM. No entanto, o convite aos seminários foi alargado a outras áreas da cadeia preventiva.

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