Sexta-feira, Agosto 29, 2025
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Governo autoriza EDM e HCB a subscreverem 30 % das acções da Hidroeléctrica de Mphanda Nkuwa

Em reunião realizada na 24.ª sessão ordinária do Conselho de Ministros, foi aprovada uma resolução que autoriza a Electricidade de Moçambique (EDM) e a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) a subscreverem, cada uma, até 15 % das participações sociais da Central Hidroeléctrica de Mphanda Nkuwa (CHMN), perfazendo uma participação conjunta de 30 %.

O decreto define que a EDM e a HCB atuarão em representação do Estado moçambicano, assumindo tal compromisso financeiro, com a HCB sendo uma sociedade anónima de direito privado (85 % detida pela Companhia Eléctrica do Zambeze, 7,5 % pela REN de Portugal, 4 % por entidades moçambicanas, e 3,5 % de ações próprias).

A decisão oficializa uma estrutura accionista que vinha a ser moldada desde 2018, quando o Presidente Filipe Nyusi incumbiu EDM e HCB de liderar o desenvolvimento do empreendimento, e pela primeira vez estabelece legalmente os termos da participação estatal.

A CHMN terá capacidade instalada de 1 500 MW, valor estimado entre 4 500 e 5 000 milhões de dólares, e incluirá uma linha de transporte de alta tensão de cerca de 1 300–1 400 km, ligando Tete a Maputo.

A empresa de propósito específico, MNK GenCo, será gerida por um parceiro privado maioritário que deverá investir entre 500 e 700 milhões de dólares, enquanto EDM e HCB — em nome do Estado — deverão mobilizar, em conjunto, 250 a 350 milhões de dólares.

Desde a criação do Gabinete do Projecto Hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa (GMNK), o processo tem beneficiado de apoio técnico de entidades como Banco Mundial, Banco Africano de Desenvolvimento e Southern African Power Pool, havendo já concurso internacional para seleção do parceiro estratégico.

A concretização financeira por parte da EDM e HCB dependerá da capacidade destas em mobilizar fundos, num contexto marcado por restrições fiscais e elevado nível de endividamento público.

Resumo simplificado:

Fonte: Jornal Noticias

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