O EXECUTIVO vai aprovar uma resolução que definirá o limiar de despesas de capital a serem aplicadas pela TotalEnergies para as empresas moçambicanas, que se espera que estejam envolvidas na prestação de serviços ao projecto de exploração de gás da Área 1 em Afungi, Cabo Delgado.
Espera-se que a quota esteja fixada entre 10 e 20 por cento, num contexto em que a alocação de fundos está estimada em 2,5 mil milhões de dólares norte-americanos para aquisição de bens e serviços a empresas moçambicanas.
Esta medida vai reforçar a aposta no conteúdo local, promovendo a transferência de competências e contribuindo para o fortalecimento sustentável das pequenas e médias empresas nacionais no que toca ao desenvolvimento do conteúdo local.
A informação foi anunciada, no final da semana, pelo Presidente da República, Daniel Chapo, durante a cerimônia que sinalizou a retoma dos trabalhos da TotalEnergies, cinco anos após a suspensão devido às condições de segurança.
“Neste contexto de confiança renovada e com o reinício da fase de construção do Projecto, que acabámos de visitar, abrem-se, no curto e médio prazos, múltiplas oportunidades imediatas de prestação de serviços de apoio, através da contratação de empresas nacionais para responder às diversas necessidades operacionais associadas à sua implementação”, disse o Chefe do Estado.
O estadista referiu que, com vista a maximizar o valor acrescentado destas oportunidades para a economia nacional, torna-se imprescindível definir, com a maior brevidade possível, uma estratégia clara e estruturada de contratação de serviços a empresas moçambicanas, bem como de reforço progressivo da participação de cidadãos nacionais na força de trabalho associada ao Projeto, o que acabámos de observar e estamos bastante satisfeitos.



