O Fundo Monetário Internacional (FMI) concluiu uma missão técnica de 10 dias a Moçambique, deixando sinais positivos para um potencial novo acordo de financiamento ao abrigo da Facilidade de Crédito Alargado (ECF). A missão, liderada por Pablo López-Murphy, decorreu entre 9 e 18 de Setembro e reuniu-se com a Primeira-Ministra Maria Benvinda Levi, a Ministra das Finanças Carla Loveira e o Governador do Banco de Moçambique Felisberto Navalha.
As discussões centraram-se no desempenho do sector real, sustentabilidade fiscal e da dívida pública, política monetária, mercado cambial e reformas estruturais. O FMI reconheceu que a economia moçambicana apresenta sinais de recuperação, com inflação controlada e consolidação fiscal em curso, mas alertou que persistem desafios macroeconómicos significativos, incluindo desequilíbrios fiscais e externos, condições de financiamento restritivas e choques climáticos.
A Ministra das Finanças, Carla Loveira, descreveu a missão como “um passo importante no processo de negociação”, manifestando expectativa de alinhamento das perspectivas macro-fiscais entre as autoridades moçambicanas e a equipa técnica do FMI. O Governo espera que os resultados desta missão estabeleçam as bases para um Staff-Level Agreement, que será posteriormente submetido à aprovação do Conselho Executivo do FMI.
Está prevista uma nova missão em Novembro de 2026 para discutir condicionalidades, indicadores e metas do programa, mantendo-se a expectativa de concluir um entendimento formal até ao final do ano.



