O stock da dívida directa do Sector Empresarial do Estado (SEE) caiu 4,35% no segundo trimestre de 2026, para 34,6 mil milhões de meticais, contra 36,2 mil milhões no trimestre anterior, segundo o Boletim Trimestral sobre a Dívida Pública do Ministério das Finanças.
A redução, equivalente a cerca de 1,57 mil milhões de meticais, resultou sobretudo da contracção da dívida interna, que recuou 9,10%, para 15,6 mil milhões de meticais, reflectindo o cumprimento do serviço da dívida pelas empresas do SEE.
Entre as empresas que mais contribuíram para esta redução destaca-se a LAM, cuja dívida interna diminuiu 530,3 milhões de meticais, devido à amortização de financiamentos junto do BCI e do MOZA. O CFM reduziu a sua dívida em 446,6 milhões de meticais, enquanto a Petromoc e a ADM registaram reduções de 275 milhões e 182 milhões de meticais, respectivamente.
A dívida externa manteve-se praticamente estável, recuando 0,06%, de 19,01 mil milhões para 19 mil milhões de meticais. A redução reflectiu, sobretudo, a diminuição da dívida da Petromoc, BNI e TMCel, parcialmente compensada pelo aumento da dívida da EDM e da ADM.
Apesar da melhoria registada nas empresas públicas e participadas, o stock total da dívida pública aumentou 1% no segundo trimestre, para 1,11 biliões de meticais, mais 11,2 mil milhões face ao trimestre anterior.
O aumento da dívida pública global esteve associado ao crescimento da componente interna, que passou de 529,8 mil milhões para 545,4 mil milhões de meticais, principalmente devido à rolagem de juros das Obrigações do Tesouro e a novas emissões no âmbito da Facilidade de Crédito do Banco de Moçambique.
Fonte: Carta de Moçambique



