Friday, October 9, 2026
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Moçambique regista cerca de 102 mil sinais comerciais em 20 anos

Moçambique registou cerca de 102 mil sinais comerciais distintivos nos últimos 20 anos, no âmbito da administração da propriedade industrial.

Os dados foram divulgados esta sexta-feira, em Maputo, pelo porta-voz do Instituto da Propriedade Industrial (IPI), Dito Nhantumbo, à margem da II Sessão Ordinária do Conselho Consultivo da instituição, subordinada ao tema “Propriedade Industrial: Reforçar a Indústria Nacional rumo à Integração Regional Africana”.

Os registos abrangem marcas e outros sinais comerciais distintivos, evidenciando a importância da protecção da propriedade intelectual para as empresas e para o desenvolvimento da indústria nacional.

O encontro decorre numa fase em que o país procura modernizar os serviços de administração da propriedade industrial, com destaque para a digitalização dos procedimentos de registo. A Secretária de Estado da Indústria, Custódia Jone Paúnde, apontou o registo em linha como uma das principais medidas para acelerar a transformação digital dos serviços públicos. Destacou ainda a aprovação, pelo Conselho de Ministros, da Política e Estratégia da Propriedade Intelectual 2026–2035, que estabelece orientações para integrar esta área nas políticas de desenvolvimento económico, científico, tecnológico e cultural.

Paúnde defendeu que a implementação da estratégia deve assentar em acções concretas, com responsabilidades definidas e mecanismos de acompanhamento e avaliação. “O verdadeiro desafio começa agora: transformar a política e estratégia da propriedade intelectual em resultados concretos para o país, as empresas, os investigadores, os produtores e as comunidades locais”, afirmou.

A modernização dos sistemas de gestão dos direitos de propriedade industrial também esteve entre os temas centrais da sessão, com a governante a destacar a segurança da informação, a protecção de dados, a cibersegurança, a interoperabilidade dos sistemas e a capacitação dos recursos humanos.

A integração económica africana foi outro dos assuntos em debate, sobretudo no contexto da Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA). Segundo Paúnde, a abertura dos mercados africanos cria oportunidades para a expansão das empresas, dos produtos e dos serviços moçambicanos, mas aumenta também a concorrência entre os operadores económicos.

A sessão do Conselho Consultivo do IPI analisa, entre outros pontos, a modernização dos serviços de propriedade industrial, a execução da estratégia para 2026–2035 e a participação de Moçambique nos mecanismos de integração económica regional e continental.

Fonte: AIM

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