A britânica NeoTerra, antiga Altona Rare Earths, aumentou de 51% para 70% a sua participação no projecto mineiro de Monte Muambe, na província de Tete, reforçando o controlo sobre um depósito de terras raras, fluorite e gálio.
A operação resulta da conclusão da terceira fase do acordo de investimento (farm-out) assinado em 2021. A empresa iniciou já os procedimentos para a transferência formal da participação adicional na sociedade detentora da licença mineira.
O aumento da participação ocorre após o cumprimento das obrigações de investimento previstas no acordo original. Segundo o presidente executivo da NeoTerra, Cédric Simonet, a operação reforça a posição da empresa num projecto considerado estratégico para o desenvolvimento mineiro no centro de Moçambique.
Durante a terceira fase, a NeoTerra obteve uma licença mineira de 25 anos para a exploração de fluorite e terras raras em Monte Muambe. A empresa recebeu ainda uma subvenção de 1,875 milhões de dólares da Agência de Comércio e Desenvolvimento dos Estados Unidos (USTDA) para trabalhos relacionados com o componente de terras raras.
O projecto apresenta também potencial para o desenvolvimento de uma cadeia industrial de fluorite. Em Setembro, a empresa candidatou-se a novo financiamento norte-americano para ampliar os recursos de fluorite e estudar a viabilidade de uma unidade de produção de ácido fluorídrico em Moçambique.
Em Agosto, a NeoTerra anunciou uma taxa de recuperação de 85% de gálio em testes laboratoriais, enquanto em Junho comunicou a descoberta de xenotima, mineral associado a terras raras pesadas.
Segundo os dados mais recentes divulgados pela empresa, Monte Muambe possui recursos estimados em 13,6 milhões de toneladas de minério de terras raras, 3,48 milhões de toneladas de fluorite e 11,73 milhões de toneladas de minério contendo óxido de gálio.
A NeoTerra considera Monte Muambe um dos seus principais activos de desenvolvimento e pretende avançar com a valorização de terras raras, fluorite e gálio, com vista à criação de uma operação mineira de longo prazo em Moçambique.
Fonte: Lusa



