O Fundo de Energia (FUNAE) prevê concluir 10 projectos de electrificação até ao final do primeiro semestre de 2027, apesar das limitações financeiras que continuam a afectar as obras e a manutenção de infra-estruturas energéticas.
Segundo o presidente do Conselho de Administração do FUNAE, Mety Gondola, a instituição está a redefinir prioridades, com destaque para o projecto de electrificação de Lúrio, em Nampula.
O FUNAE já dispõe de recursos para retomar as obras, mas está a renegociar o contrato com o empreiteiro devido a divergências sobre os custos de reinício.
A instituição pretende também recuperar centrais eléctricas inoperacionais, algumas há dois ou três anos, sobretudo em zonas rurais afastadas da rede nacional.
Actualmente, o acesso à energia em Moçambique situa-se em 66,9%. Para acelerar a electrificação, o FUNAE lançou o programa Promir, que prevê a instalação de 363 mini-redes em todo o país.
Já está assegurado financiamento para 148 mini-redes nas províncias de Nampula, Niassa, Zambézia e Tete.
O Governo pretende alcançar acesso universal à energia até 2030, através de cerca de 2,5 milhões de novas ligações com recurso a soluções fora da rede. Em Setembro, o Presidente Daniel Chapo anunciou uma iniciativa para mobilizar 966,5 milhões de euros destinados à electrificação fora da rede.



