O Presidente da República, Daniel Chapo, afirmou que Moçambique poderá alcançar uma capacidade de exportação superior a 35 milhões de toneladas de GNL por ano nos próximos anos, com a entrada em funcionamento dos projectos em desenvolvimento na Bacia do Rovuma.
A declaração foi feita na terça-feira, em Moscovo, durante a 8.ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo do Fórum dos Países Exportadores de Gás (GECF).
Segundo Chapo, a concretização dos projectos de gás natural no Rovuma poderá colocar Moçambique entre os principais produtores emergentes do mercado internacional de GNL. O país iniciou as exportações de gás natural liquefeito em 2022, através do projecto Coral Sul FLNG.
O Presidente defendeu, contudo, que o gás deve contribuir não apenas para as exportações, mas também para a transformação económica interna, através da produção de energia, fertilizantes, criação de emprego, desenvolvimento empresarial e transferência de tecnologia.
Chapo destacou ainda o aumento do acesso à electricidade, que passou de 30% em 2018 para cerca de 70% actualmente, mantendo o objectivo de alcançar cobertura universal até 2030.
Na cimeira, defendeu uma transição energética “justa, equilibrada e inclusiva”, com recurso ao gás natural em complementaridade com energias renováveis, tendo em conta as diferentes realidades de desenvolvimento dos países.
Entre as prioridades apresentadas por Moçambique estão um mercado internacional de gás mais estável, transferência de tecnologia e formação de quadros, investimento na transformação local dos recursos e uma transição energética compatível com o desenvolvimento económico.
Moçambique possui actualmente três projectos aprovados de exploração de gás natural na Bacia do Rovuma, uma das regiões com maiores descobertas de gás das últimas décadas.
Fonte: Lusa



