Wednesday, March 25, 2026
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A partir hoje BM deixa de comparticipar pagamento de facturas de importação de combustíveis

“Nos últimos anos, as facturas são bastante fragmentadas, às vezes da ordem de um milhão de dólares ou menos, o que permite que bancos de menor dimensão possam entrar neste mercado de financiamento para combustíveis”, explicou Silvina de Abreu, administradora do Banco de Moçambique (BM).

A administradora do Banco Central referiu que a importação de combustíveis representa apenas uma parte das operações financeiras dos bancos, concluindo que é possível “conviver” com o fim da comparticipação do Banco Central, que hoje termina.

De Abreu disse que a comparticipação do BM no pagamento das facturas dos combustíveis remonta o ano de 2005 e chegou a ser de 100 por cento,  depois de 2010, porque havia “grandes montantes, que variavam entre a 10 a 20 milhões de dólares numa só factura”, o que as tornava incomportáveis para um banco.

A decisão da principal entidade financeira do país teve reacção da Confederacao das Associações Económicas de Moçambique (CTA), que na pessoa de Oldemiro Belchior, vice-presidente do pelouro de Política e Serviços Financeiros da organização, disse haver receios que a decisão venha gerar pressão cambial, tendo em conta que o sistema bancário não está diversificado.

Texto: Profile

Fonte: Diário Económico e Notícias ao Minuto

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