Friday, February 27, 2026
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Défice da balança comercial recua 9,8%

O défice da balança comercial recuou 9,8% no primeiro trimestre deste 2025, em termos homólogos, para 546,2 milhões de dólares norte-americanos.

O abrandamento do défice da Conta Corrente “decorre, fundamentalmente, da redução do saldo negativo da conta de bens em 91,8%, justificada pelo aumento das exportações em 4,8%, perante o decréscimo das importações em 7,3%”.

O défice da balança comercial recuou 9,8% no primeiro trimestre deste 2025, em termos homólogos, para 546,2 milhões de dólares norte-americanos, segundo dados do banco central.

“Este resultado deveu-se, essencialmente, à melhoria do défice da Conta Corrente (CC) em 15,7%, para o montante de 580,1 milhões de dólares norte-americanos”, refere o relatório do documento do Banco de Moçambique sobre a balança de pagamentos do primeiro trimestre de 2025.

Acrescenta que o abrandamento do défice da CC “decorre, fundamentalmente, da redução do saldo negativo da conta de bens em 91,8%, justificada pelo aumento das exportações em 4,8%, perante o decréscimo das importações em 7,3%”.

O recuo do défice da CC resultou ainda da diminuição do saldo negativo da conta de rendimentos primários, em 18,9%, para 459,3 milhões de dólares norte-americanos, reflectindo a redução nos rendimentos de investimento em 19,8%, “devido ao decréscimo na exportação de capitais por parte dos Grandes Projectos (GP), quer sob a forma de lucros e dividendos, quer de juros aos investidores directos”.

Já a conta financeira registou, ainda no primeiro trimestre, um influxo de recursos de 612 milhões de dólares norte-americanos, uma redução homóloga de 27%, justificada pelo aumento da aquisição de activos líquidos em quase 1.102 milhões de dólares norte-americanos, “sob a forma de Outro Investimento, com recurso a instrumentos de dívida”.

“Destacam-se, neste âmbito, as transações dos GP, que registaram um incremento de 355,8 milhões de dólares norte-americanos, num contexto em que os fluxos financeiros sob a forma de Investimento Direto Estrangeiro (IDE) aumentaram para cerca de 1.626 milhões de dólares norte-americanos”, lê-se ainda.

Com este desempenho, aponta o relatório, a posição “devedora líquida” da economia moçambicana em relação ao resto do mundo aumentou no primeiro trimestre 604 milhões de dólares norte-americanos, face ao final de Dezembro de 2024, para 71.412 milhões de dólares norte-americanos no final de Junho.

Já a conta financeira registou, ainda no primeiro trimestre, um influxo de recursos de 612 milhões de dólares norte-americanos, uma redução homóloga de 27%, justificada pelo aumento da aquisição de activos líquidos em quase 1.102 milhões de dólares norte-americanos, “sob a forma de Outro Investimento, com recurso a instrumentos de dívida”.

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