A Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte (ADIN) lançou, sexta-feira, na cidade de Lichinga, uma linha de financiamento no valor de dois milhões de dólares norte-americanos destinada a apoiar micro e pequenas empresas nas províncias de Cabo Delgado e Niassa.
A iniciativa visa promover a criação e consolidação de postos de trabalho, dinamizar o crescimento empresarial e impulsionar as economias locais, numa região que continua a enfrentar desafios estruturais no domínio do desenvolvimento produtivo.

Integrada no programa Conecta Negócios, a linha de subvenções cofinanciadas irá financiar planos de negócio economicamente viáveis, priorizando empresas com acesso limitado ao crédito e a outros serviços financeiros. O mecanismo pretende reforçar a capacidade produtiva das micro e pequenas empresas, incentivar maior formalização e estimular investimentos com impacto directo na geração de rendimento.
Falando durante a cerimónia de lançamento, o Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Vala, sublinhou a importância estratégica das províncias de Cabo Delgado e Niassa no contexto nacional. Segundo afirmou, embora estas representem mais de um quarto do território nacional, registam ainda baixos níveis de densidade empresarial formal, o que exige medidas concretas de estímulo ao sector privado.
Por seu turno, a Governadora da Província do Niassa, Elina Massengele, considerou que a iniciativa constitui uma oportunidade real para fortalecer o tecido económico provincial, valorizar o empreendedorismo local e criar mais oportunidades para a juventude.
Entretanto, o Presidente do Conselho de Administração da ADIN, Jacinto Loureiro, assegurou que a instituição irá garantir transparência e rigor na gestão dos fundos. Destacou que o sucesso da iniciativa dependerá da qualidade dos projectos submetidos e do seu impacto tangível na economia local.
A linha de financiamento é dirigida a micro e pequenas empresas que actuam em sectores como agronegócio, turismo sustentável, produção alimentar e pesqueira, apicultura, mecânica-auto e serviços eléctricos, carpintaria, construção civil, pequenas indústrias, transporte, oficinas de costura e outros negócios locais com potencial de crescimento e capacidade de gerar emprego.
Com esta medida, o Governo e a ADIN pretendem acelerar a inclusão económica no Norte do país, apostando no fortalecimento do sector produtivo como alavanca para o desenvolvimento sustentável e a estabilidade regional.

Fonte: ADIN (Comunicado de Imprensa)



