Sexta-feira, Agosto 29, 2025
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EDM investe mais de 700 milhões USD em projectos de transporte e distribuição de energia

A Electricidade de Moçambique (EDM) afirma que está a gerir uma carteira de projectos superior a 700 milhões de dólares, para o transporte e distribuição de energia.

Em paralelo está a investir em novas centrais para a geração de energia para assegurar a industrialização e o crescimento económico.

Segundo o director de Transporte da EDM, Luís Mado, ouvido pela AIM, a empresa gasta igualmente, cerca de 50 milhões de dólares norte-americanos anuais, apenas para manter os clientes já existentes e assegurar a estabilidade da rede.

“A EDM tem uma carteira de projectos muito grande. Só para manter os clientes que temos e garantir algumas expansões, gastamos todos os anos cerca de 50 milhões de dólares”, explicou.

Amado reafirma que, com apoio do Governo e de parceiros internacionais, a EDM tem em curso mais de 700 milhões de dólares em projectos de rede de transporte e distribuição, investimentos que visam reforçar a rede interna, bem como a interligação regional, assegurando a exportação de energia.

Segundo a fonte, um dos projectos emblemáticos é a linha de interconexão com o Malawi, actualmente em construção, que deverá estar concluída ainda este ano.

“Temos vários projectos de transporte e distribuição em execução, que vão reforçar a rede e garantir ligação com países vizinhos. A linha para o Malawi é um dos marcos que esperamos concluir até ao final do ano”, destacou o responsável.

No sector de geração, a EDM aposta em centrais estruturantes, tal como a Central de Temane, na província de Inhambane, zona Sul, com capacidade de 450 megawatts (MW), que já entrou na fase terminal de construção.

“A Central de Temane conheceu algum atraso devido ao ciclone Idai, mas já retomou. A linha de transmissão associada está concluída e a central deverá começar a injectar energia brevemente”, afirmou o dirigente.

Outro projecto estratégico é a hidroeléctrica de Mphanda Nkuwa, que deverá acrescentar 1.500 MW à matriz energética nacional e será essencial para suprir a crescente procura industrial e de exportação.

“Temos que lutar para que projectos como o de Mphanda Nkuwa sejam uma realidade nos próximos cinco a seis anos. Caso contrário, o país poderá enfrentar um défice energético”, adverte o director da EDM.

A EDM reconhece que enfrenta dificuldades em antecipar-se à instalação de novas indústrias, que frequentemente chegam antes da rede eléctrica.

“É a indústria que se instala primeiro e só depois levamos energia. Isso tem que mudar. Precisamos de garantir que, quando as empresas chegarem, já tenham electricidade disponível”, defendeu o dirigente.

A necessidade de competitividade também foi destacada, com o objectivo de reduzir custos para os consumidores e assegurar energia a preços sustentáveis.

“A nossa luta com os produtores privados é garantir preços competitivos. Só assim conseguiremos ter energia que os clientes possam pagar e que ajude a indústria a crescer”, explicou.

Actualmente, a EDM opera nove centrais eléctricas e várias outras estão em fase de estruturação e busca de financiamento. A expansão da geração terá que acompanhar o ritmo de crescimento da procura, devido a rápida industrialização e electrificação rural.

“Já não é como há dez anos. Hoje, precisamos que novas centrais entrem em funcionamento com maior rapidez, para responder ao ritmo do desenvolvimento do país”, concluiu o director.

Fonte: (AIM)

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