Wednesday, October 21, 2026
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ENH negocia novo projecto de gás de $250 milhões para Inhassoro e Beira

A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) está a negociar com potenciais investidores, incluindo a sul-africana Sasol, a implementação de um novo projecto de gás natural em Moçambique. A iniciativa enquadra-se na estratégia do país de se posicionar como um centro energético regional.

Moçambique é actualmente um importante fornecedor de gás à África do Sul, através dos campos terrestres de Pande e Temane, operados pela Sasol. Com a previsão de redução da produção desses campos nos próximos anos, os recursos da Bacia do Rovuma poderão desempenhar um papel importante no abastecimento futuro do mercado sul-africano.

O novo projecto deverá representar um investimento de cerca de 250 milhões de dólares. A iniciativa prevê a instalação de unidades flutuantes de armazenamento e regaseificação (FSRU) em Inhassoro e no Porto da Beira.

As duas instalações deverão ser ligadas ao gasoduto da ROMPCO através de uma nova conduta com cerca de 140 quilómetros. A ROMPCO constitui actualmente uma das principais vias de transporte de gás entre Moçambique e o complexo industrial de Secunda, na África do Sul.

Segundo Rudêncio Morais, presidente do Conselho de Administração da ENH, o objectivo é ter as infra-estruturas prontas entre 2030 e 2031, em paralelo com o desenvolvimento dos projectos Mozambique LNG, Rovuma LNG e Coral North.

O responsável considera que Moçambique poderá assumir um papel crescente no fornecimento regional de energia. “Moçambique vai tornar-se o que chamamos de centro energético”, afirmou Morais, citado pela Reuters.

O projecto ganha relevância também devido às novas regras do sector petrolífero. A legislação em vigor desde Junho determina que pelo menos 25% da produção de petróleo e gás, incluindo GNL, seja destinada ao mercado interno.

A ENH integra um grupo de empresas estatais que recebeu uma concessão exclusiva de 30 anos para construir e operar infra-estruturas de gás natural em Moçambique.

A Sasol indicou que seria prematuro avançar sobre a natureza ou dimensão de eventuais investimentos no projecto, enquanto procura fontes alternativas de gás. A ROMPCO não respondeu, até à publicação da informação, ao pedido de comentário.

Fonte: Carta de Moçambique

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