O grupo sul-africano Solenta, operador da marca FastJet em Moçambique, acaba de obter o Certificado de Operador Aéreo (AOC), último requisito regulatório para iniciar voos comerciais internos. A certificação, aprovada em maio de 2025, foi alvo de “demora anormal” acusa a empresa, que afirma ter cumprido todo o processo exigido .
Apesar de já contar com aeronaves no país e equipas recrutadas, a Solenta/FastJet ainda aguarda autorização final das autoridades para começar a operar, num movimento que reintroduz concorrência no mercado nacional, até aqui dominado pela transportadora estatal LAM.
A reentrada da FastJet ocorre após um hiato de quase seis anos. A companhia esteve ativa entre 2017 e 2019, suspendendo atividades em outubro de 2019 devido a entraves administrativos e operacionais.
Segundo nota oficial, o plano de negócios e o AOC foram entregues e aprovados em maio. No entanto, mesmo com esses documentos validados, as autoridades ainda não emitiram a luz verde para o início imediato das operações.

Contexto e impacto
- Licença longa e reivindicações de bloqueio: A empresa denuncia atrasos administrativos incomuns, tendo acionado publicamente as autoridades reguladoras e o Ministério dos Transportes, após pagamento de taxas e apresentação da documentação completa.
- Retorno de modelo low-cost: O ingresso de FastJet reacende a competição no mercado interno, potencialmente beneficiando consumidores por meio de tarifas mais baixas e maior oferta de voos.
- Presença anterior: Em 2017, a empresa estreia com ligações entre Maputo, Beira, Nampula e Tete, suspende voos em 2019, e agora se prepara para retomar essas rotas.
A FastJet, operada pela Solenta, conquistou finalmente o AOC em maio de 2025. Apesar dos atrasos e das acusações de obstrução por parte das autoridades, a companhia está pronta para reabertura de voos no mercado doméstico, quebrando o monopólio da LAM e trazendo maior competitividade ao setor de aviação interna em Moçambique.