Na localidade de Katembe Nsime, distrito de Matutuíne, província de Maputo, uma “Girafa Solar” tornou-se ponto de carregamento de telemóveis, iluminação e convívio para uma comunidade sem acesso à rede eléctrica.
Instalada pela Fundação Carlos Morgado, a estrutura funciona com painéis solares e permite carregar até 10 telemóveis em simultâneo, além de alimentar um rádio e disponibilizar iluminação nocturna.
“Não tínhamos um sítio para carregar telefones e tínhamos que caminhar cerca de 10 quilómetros”, conta Justino Cuna, de 39 anos, um dos moradores beneficiários. Segundo o residente, a infraestrutura também se tornou um espaço de encontro e aproximação entre a comunidade.
Desde 2020, foram instaladas 22 Girafas Solares nas regiões Norte, Centro e Sul do País, beneficiando cerca de 44 mil pessoas. As unidades permitem recarregar aproximadamente 11 mil telemóveis por mês, segundo a Fundação.
Além de facilitar a comunicação, a energia solar prolongou as actividades comunitárias depois do anoitecer, permitindo momentos de convívio, acesso a rádio e televisão e iluminação de espaços públicos.
Cada unidade custa cerca de 600 mil meticais, tem uma vida útil estimada em cinco anos e pode ser instalada em dois dias. A Fundação Carlos Morgado procura agora novas parcerias para expandir o projecto a outras comunidades sem acesso à electricidade.
Os moradores defendem também o reforço das unidades existentes. “A comunidade aqui é um pouco maior, então não está a ser fácil”, afirma Bernardo Pedro, de 66 anos, que percorre cerca de sete quilómetros para carregar o telemóvel e pede mais soluções solares para a comunidade.
Fonte: Lusa



