Tuesday, March 31, 2026
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Governo aprova este mês Estratégia Nacional de Transição Energética

Aprovada a estratégia, a mesma vai ser apresentada na Conferência das Partes (COP 28), o órgão supremo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, a decorrer em Novembro que se avizinha.

Segundo a responsável, o instrumento jurídico em referência vai colocar Moçambique em pé de igualdade com as políticas internacionais sobre energias limpas. Porque espera-se que a estratégia seja eficaz, Matavela frisou que o documento está a ser desenvolvido por uma equipa multissectorial.

“Criámos, para o efeito, uma task-force coordenada pelo Ministério de Recursos Minerais e Energia. Estamos a trabalhar com o Ministério de Transportes e Comunicações, o Ministério da Indústria e Comércio, da Agricultura e Segurança Alimentar e o Ministério de Economia e Finanças”, apontou Matavela reconhecendo que a matéria é abrangente.

A dirigente ressalvou que o país está a preparar-se devidamente para que a sua matriz energética tenha um impacto significativo a nível doméstico e na região da SADC.

Matavela falou, particularmente, das linhas de interconexão regionais. Neste momento, está a ser desenvolvida a linha de interconexão Moçambique-Malawi e uma outra com a Zâmbia, ainda se encontra na fase de estudo de viabilidade

“Estas linhas vão permitir que Moçambique não só use a energia que produz a nível doméstico, mas também para fins de exportação, no âmbito da sua contribuição para a descarbonização regional”, disse a Matavela.

Um olhar à matriz energética do país

A matriz energética de Moçambique é caracterizada pela diversidade de fontes de energia  potencialmente favoráveis para o meio ambiente, nomeadamente o gás natural que emite baixos teores de carbono na natureza, a energia solar, eólica e hídrica, só para citar alguns exemplos.

No âmbito de gás natural, Moçambique dispõe do Projecto de Produção de Gás de Pande/Temane nos Blocos de Pande e Temane, Bacia de Moçambique, província de Inhambane e liderado pela petroquímica Sasol, .

A produção nestes campos iniciou em 2004, com uma capacidade contratual de 120 MGJ/a (milhões de Giga joules/ano), num investimento inicial de 1.2 biliões de dólares americanos. Em 2009, procedeu-se à expansão da capacidade de produção de 120 para 183 MGJ/a.

Tem o Projecto Coral Sul FLNG, que está a ser implementado pelas concessionárias da Área 4 da Bacia do Rovuma, lideradas pela operadora Mozambique Rovuma Venture, que é uma Joint Venture entre a Eni, ExxonMobil e CNODC, com de 70% de acções, a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos E.P. (ENH), com 10% , a Galp Energia Rovuma B.V. com 10% e a KOGAS Moçambique Ltd., também com 10 por cento.

Igualmente, está o Projecto Mozambique LNG, destinado a explorar e produzir o Gás Natural Liquefeito da Área 1 da Bacia do Rovuma e liderado pela Total E&P Mozambique Area 1, Limitada, com 26.5 por cento de participação.

Moçambique conta também com o Projecto Rovuma LNG que está, igualmente, nas mãos da Mozambique Rovuma Venture, que visa a produção e liquefação de gás natural a partir do campo Mamba na Área 4 da Bacia do Rovuma.

A matriz energética do país depende também do projecto de construção da Albufeira de Mpanda Nkuwa, na província de Tete. O projecto implica o desenvolvimento de uma central hidroeléctrica com capacidade de até 1.500 Megawatts.

Inclui uma linha de transporte de energia eléctrica em alta tensão de 1.300 Km, a partir de Tete para Maputo, capital de Moçambique. A conclusão do empreendimento está prevista para 2031. O país está, ainda, a implantar centrais fotovoltaicas, dada a sua riqueza energética solar.

 

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