A guerra no Irão está a levar compradores asiáticos de energia a procurar fornecedores de gás natural liquefeito fora do Médio Oriente, aumentando o interesse por projectos em África, incluindo em Moçambique e Tanzânia.
A mudança ganhou força após interrupções nas exportações do Golfo e restrições no Estreito de Ormuz, expondo os riscos de uma forte dependência de poucos fornecedores. Empresas asiáticas, como a estatal tailandesa PTT, estão já a avaliar alternativas na África Ocidental, América do Norte e Omã.
Em Moçambique, o cenário poderá favorecer projectos de grande dimensão. A TotalEnergies retomou em Janeiro o projecto Mozambique LNG, avaliado em 20 mil milhões de dólares, com capacidade prevista de cerca de 13 milhões de toneladas por ano. A ExxonMobil continua, por sua vez, a avançar com o Rovuma LNG, cuja capacidade inicial prevista é de 18,6 milhões de toneladas anuais.
A procura por rotas de abastecimento mais seguras poderá reforçar a posição dos produtores africanos na captação de novos compradores e investimento, embora o continente continue a competir com mercados como Estados Unidos, Austrália e Canadá por contratos de longo prazo.



