Monday, January 5, 2026
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INE Regista aumento de 0,47% nos preços em Outubro

O país voltou a registar uma aceleração dos preços no mês de Outubro, com uma variação mensal de 0,47%, praticamente o dobro do aumento observado em Setembro (0,29%). Os dados constam do mais recente relatório do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Apesar da subida mensal, a inflação homóloga registou ligeiro alívio, fixando-se em 4,83%, contra os 4,93% verificados no mês anterior, sinalizando uma tendência moderada de estabilização dos preços no médio prazo.

Alimentos continuam a pressionar a despesa das famílias

O INE indica que a componente de alimentos e bebidas não alcoólicas voltou a ser o principal motor da subida mensal, contribuindo com 0,32 pontos percentuais para o total.
Entre os produtos que mais pressionaram o IPC destacam-se:

  1. Tomate: +12%
  2. Camarão seco: +16,8%
  3. Peixe seco: +3%
  4. Carapau: +1%
  5. Lenha: +7,6%
  6. Limão: +48,1%

Estes itens, no conjunto, representaram 0,39 pontos percentuais da variação de Outubro, ilustrando a persistência da pressão sobre os alimentos básicos, num contexto de elevada sensibilidade dos preços a factores sazonais e de oferta.

Volatilidade marca comportamento do IPC em 2024

O comportamento recente do IPC evidencia uma trajectória marcada por volatilidade. Entre Abril e Julho, o país registou quatro descidas consecutivas, acumulando oito quedas mensais em menos de 18 meses, antes de regressar à tendência ascendente observada em Agosto, Setembro e, agora, Outubro.

A inflação acumulada no ano situou-se em 4,15%, abaixo dos 5,3% registados no mesmo período de 2023 e longe do pico de quase 13%, registado em Julho de 2022, um dos mais elevados da última década.

Governo e Banco de Moçambique projectam evolução moderada

As projecções macroeconómicas apontam para um encerramento de 2025 com a inflação próxima de 7%, segundo o Governo. Já o Banco de Moçambique antevê uma trajectória de desaceleração gradual, amparada pelas medidas de alívio recentemente adoptadas:

  1. Isenção de IVA sobre bens essenciais como açúcar, óleo e sabão
  2. Redução de até 60% nas portagens
  3. Corte nas tarifas de água
  4. Queda dos preços internacionais de alimentos
  5. Estabilidade relativa do metical

O mais recente Relatório de Perspectiva Económica e Inflação sublinha que, no curto prazo, estas medidas deverão continuar a contribuir para uma “moderação da pressão inflacionária”, embora os riscos ligados às condições climáticas e ao comportamento dos combustíveis permaneçam no radar.

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