Wednesday, April 15, 2026
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Moçambique e Banco Mundial selam nova parceria estratégica avaliada em seis mil milhões de dólares

Ministra das Finanças, Carla Loveira, reuniu-se em Washington com representantes da instituição para formalizar o novo Country Partnership Framework, que consolida uma visão conjunta para o crescimento sustentável do país

A Ministra das Finanças de Moçambique, Carla Loveira, deslocou-se a Washington DC, onde se reuniu, no dia 13 de Abril de 2026, com representantes do Banco Mundial para avançar no processo de formalização do novo quadro estratégico de cooperação bilateral o Country Partnership Framework (CPF), que irá orientar a relação entre Moçambique e a instituição financeira multilateral ao longo dos próximos cinco anos, num envelope financeiro global de seis mil milhões de dólares.

O novo CPF resulta de um processo alargado e participativo de consultas que envolveu o Governo moçambicano, o sector privado, a sociedade civil e os principais parceiros de desenvolvimento do país. O documento consolida uma visão conjunta para o crescimento sustentável de Moçambique, definindo as prioridades de intervenção que nortearão o apoio do Banco Mundial ao desenvolvimento nacional no período em apreço.

À margem dos encontros institucionais, a Ministra Carla Loveira manteve igualmente uma reunião bilateral com o Director Executivo da Constituência da África Austral no Banco Mundial, Adriano Ubisse. O encontro centrou-se na análise da situação macrofiscal do país e no desempenho económico recente de Moçambique, num momento em que o país procura estabilizar as suas contas públicas e recuperar a confiança dos investidores e parceiros internacionais após um período marcado por sucessivos choques externos e pela crise política pós-eleitoral.

A nova parceria estratégica com o Banco Mundial representa um dos mais significativos pacotes de apoio ao desenvolvimento que Moçambique recebe nos últimos anos, e surge num momento em que o país enfrenta o desafio de conciliar a consolidação da estabilidade macroeconómica com as necessidades prementes de investimento em infra-estruturas, capital humano e resiliência climática pilares que, segundo fontes governamentais, deverão estar no centro do novo CPF.

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