Moçambique continua a afirmar-se como um destino aberto ao investimento estrangeiro, sustentado por melhorias graduais no quadro regulatório e fiscal, bem como por reformas em curso nas áreas tributária, laboral e de vistos, orientadas para o reforço da competitividade e para a atracção de maior participação do sector privado.
No âmbito do reforço do tecido empresarial nacional, o Governo lançou, em Outubro de 2025, um Fundo de Garantia Mútua no valor de 40 milhões de dólares norte-americanos, com o objectivo de ampliar o acesso ao crédito para as pequenas e médias empresas (PMEs). A iniciativa visa fortalecer a capacidade do sector privado doméstico e promover a sua integração em grandes projectos de energia e infra-estruturas.

As perspectivas comerciais do país registam sinais de melhoria, impulsionadas pela evolução dos investimentos em gás natural liquefeito (GNL) e pelo aprofundamento da integração regional no quadro da Zona de Comércio Livre Continental Africana (AfCFTA). A modernização das infra-estruturas portuárias de Maputo, Beira e Nacala tem facilitado os fluxos comerciais com os mercados vizinhos, enquanto as zonas económicas especiais continuam a oferecer incentivos fiscais para investimentos nos sectores da energia, agro-indústria e logística.
Em termos de exportações, o gás natural e o carvão representaram cerca de metade das receitas de exportação de Moçambique em 2024. Com a entrada em funcionamento de todos os projectos de GNL actualmente planificados, prevê-se um aumento significativo dos volumes de exportação deste recurso. O crescimento do investimento no sector exportador tem sido acompanhado por uma maior procura de importações de bens intermédios e de capital.
Em 2024, os produtos químicos, industriais e combustíveis constituíram a principal categoria de importações do país, avaliada em 3,2 mil milhões de dólares, reflectindo a expansão das indústrias de infra-estruturas, construção e processamento.



