O Governo moçambicano pretende destinar pelo menos 25% da produção de petróleo e gás ao mercado interno e à industrialização, como parte da estratégia para transformar os recursos energéticos em empresas, empregos e novas actividades económicas no País.
A medida está prevista na nova Lei do Petróleo, que atribui à ENH um papel na comercialização da quota destinada ao mercado doméstico. O gás deverá alimentar sectores como produção de electricidade, fertilizantes, petroquímica e outras indústrias.
A estratégia foi apresentada pelo Presidente Daniel Chapo no Fórum Rio Petróleo e Gás 2026, onde defendeu uma “segunda geração” da política energética moçambicana, centrada na transformação económica interna dos recursos naturais.
Segundo o Governo, os principais projectos de gás em desenvolvimento — incluindo Coral Sul, Coral Norte, Mozambique LNG e Rovuma LNG — representam investimentos estimados em cerca de 50 mil milhões de dólares.
O Instituto Nacional de Petróleo estima que os projectos do Rovuma poderão disponibilizar mais de 900 milhões de pés cúbicos de gás por dia para diferentes utilizações no mercado interno.
A política de industrialização será acompanhada pelo reforço do conteúdo local, com maior participação de empresas moçambicanas no fornecimento de bens e serviços, transferência de tecnologia e formação de mão-de-obra especializada.
Para o Governo, a prioridade da nova fase é fazer com que uma parcela maior do valor gerado pelo petróleo e gás seja retida e multiplicada dentro de Moçambique, através da criação de capacidade industrial e empresarial.



