Sunday, May 10, 2026
spot_img

Novas soluções digitais revolucionam o uso e acesso a serviços financeiros

Foram destaque desta edição da Conferência Fintalks a apresentação de histórias reais de inclusão financeira como ferramenta para impulsionar a mudança geracional e o auto-emprego, tal como aconteceu na intervenção de Gabriela Rosales, líder de equipa e responsável pela componente de Acesso aos Serviços Financeiros do Programa GIZ-VAMOZ Competir.

Na sequência, foram apresentadas soluções de diversos segmentos financeiros que já estão a gerar impacto concreto, nomeadamente o Solar Gas Energy, Com investimento em kits de biogás que transformam resíduos agrícolas e esterco em energia limpa, gás de cozinha, iluminação e biofertilizantes, a iniciativa WE FINANCE CODE, que reforça a necessidade das instituições financeiras criarem produtos e políticas mais inclusivas, garantindo maior acesso a financiamento para mulheres empreendedoras e o M-Pesa que a solução “Txova”, um serviço de microcrédito automático que vem responder a uma das maiores limitações enfrentadas pelos clientes: a falta de pequenos valores monetários para completar transacções essenciais do dia-a-dia.

PRIMEIRO PAINEL DE DEBATE:

Do Acesso ao Impacto: Como a Inclusão Financeira Pode Remodelar as Dinâmicas do Mercado de Trabalho em Moçambique. O primeiro Painel de Discussão na 3ª edição da Conferência M-Pesa FinTalks esteve subordinado ao tema Do Acesso ao Impacto: Como a Inclusão Financeira Pode Remodelar as Dinâmicas do Mercado de Trabalho em Moçambique.

Sob moderação de Vânia Nhaúle, o painel esteve composto por Jaime Comisse, representante da Agência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO), Dário Camal, académico, diplomata e activista social e Carlos Mondle, vice presidente da FintechMZ.

Durante o debate, Dário Camal referiu que os desafios da inclusão financeira em Moçambique vão além do uso e acesso aos serviços financeiros, destacando a necessidade de uma colaboração multissectorial para um investimento na literacia tecnológica e financeira, incluído a agenda da literacia financeira nos currículos escolares. Além disso, Camal defende que a inclusão financeira requer a criação de produtos financeiros acessíveis e adaptáveis à realidade socioeconómica do país.

Por sua vez, Carlos Mondle abordou os desafios relacionados com a criação, licenciamento e investimento nas soluções financeiras digitais em Moçambique tendo destacado a morosidade do processo de incubação dos serviços junto do regulador, políticas não adaptáveis à dimensão do investimento, escassez de mão-de-obra qualificada ou especializada, entre outros.

Baseado na sua vasta experiência na UNIDO, Jaime comiche falou da importância da colaboração multissectorial e resiliência na consolidação de soluções digitais tendo como exemplo o Balcão de Atendimento Único (Baú) e o seu impacto na racionalização, modernização e simplificação de processos administrativos.

SEGUNDO PAINEL DE DEBATE:

Como Comunidades, Bancos, Fintechs, Reguladores e Governo podem, LIGADOS, Impulsionar a Mudança

Desde 2015, o número de contas móveis em Moçambique registou um crescimento expressivo, passando de 28% para 109% em poucos anos. Esse aumento reflecte a adesão massiva de milhares de pessoas ao uso de sistemas financeiros digitais. Contudo, a medida que a inclusão financeira avança, surge também a necessidade de criar complementaridade entre os diferentes sectores.

Foi com base nessa reflexão que o último painel de debate da 3ª edição da Conferência M-Pesa FinTalks destacou a urgência de se garantir um ecossistema mais integrado, onde as comunidades, os bancos, as fintechs, os reguladores e o governo caminhem lado a lado na promoção da mudança.

A mensagem central foi clara: o futuro da inclusão financeira não depende apenas da tecnologia, mas da capacidade de criar pontes de confiança, colaboração e inovação entre todos os actores envolvidos.

Os intervenientes sublinharam ainda que a consolidação deste caminho exige políticas robustas, soluções inovadoras que respondam à realidade local e maior literacia financeira para que os cidadãos não apenas tenham acesso às plataformas, mas possam utilizá-las de forma consciente e inclusiva.

Este painel foi moderado pelo economista Egas Daniel e composto por Elda Monteiro, directora do gabinete de Inclusão Financeira do Banco de Moçambique, Casimiro Chicuava, representante da Associação Moçambicana de Bancos, Felix Kamenga, Director Comercial da M-Pesa Africa.

Noticias Relacionadas

Millennium bim reforça posicionamento estratégico nos sectores de energia e mineração no MMEC 2026

O Millennium bim participou na 12.ª edição da Conferência...

Conferência Mulheres nas Finanças 2026 coloca inclusão financeira no centro do debate económico

FSDMoç reúne líderes do sistema financeiro em Maputo para...

Standard Bank alerta: Apenas 22% do crédito concedido em Moçambique vai para as mulheres

Administrador do banco defende banca sensível ao género como...