Saturday, March 21, 2026
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Obras de Reabilitação da EN1 Arrancam em Breve

As razões da demora encontram-se na com­plexidade dos trabalhos, uma vez que a via está muito de­gradada, o que exige atenção especial, disse o Vice-ministro das Obras Pú­blicas, Habitação e Recursos Hídricos, Carlos Mesquita, de visita à província de Gaza.

Carlos Mesquita, revelou haver disponibilidade financeira de US$ 850 milhões para o arranque das obras, montante foi dispo­nibilizado pelo Banco Mundial em meados de Dezembro do ano passado.

Mesquita explicou que o dinheiro se destina à repara­ção de l053 quilómetros dos troços Pambara-Inchope, Gorongosa-Caia e Chimua­ra-Nicoadala, na zona centro do país; e Metoro-Cidadc de Pernba, na região norte.

“O financiamento tornou­-se efectivo a partir de Dezem­bro. Há uma série de trabalhos em curso, desde a elaboração dos termos de referência para a contratação dos actores que intervêm no processo construtivo, tendo em atenção as condições do financiador, e cada passo que damos tem de ser aprovado pelo Banco Mundial”, disse.

Além disso, referiu estar em curso a atracção de inves­timento árabe, cujo anúncio de manifestação de interesse foi feito esta semana pelo Pre­sidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, no quadro da sua visita de trabalho aos Emi­rados Árabes Unidos.

Segundo Carlos Mesquita, o financiamento árabe será fundamental para a recons­trução dos restantes 1500 qui­lómetros.

Disse Carlos Mesquita que para o plano de reabilitação da EN1 já foram avalia­das as questões técnicas com o financiador e consultor, para que os trabalhos iniciem nos próximos meses. Fez saber ainda que, após a conclusão de vários processos burocráti­cos, segue-se o lançamento do concurso para apurar os gestores e empreiteiros.

Sublinhou que neste mo­mento está a ser realizada uma reavaliação dos estudos que já tinham sido feitos para a devi­da aprovação pelo financiador e o consultor, face à degrada­ção acentuada da via, o que vai obrigar a trabalhos profundos de remoção da base e sub-ba­se.

“Ainda este ano, acredita­mos que todos estes elementos de gestão do projecto poderão estar concluídos para logo ini­ciarem as obras. Todavia, não estamos de braços cruzados, dentro de um planeamento adequado feito juntamente com a ANE decidimos no ano passado instalar brigadas na­queles pontos que nos pare­cem mais críticos” explicou.

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