Nova licença do Banco de Moçambique Permite o Registo Directo de Comerciantes Num dos Mercados de Mobile Money de Mais Rápido Crescimento em África
A PawaPay, uma das principais agregadoras de pagamentos pan-africanas, obteve uma licença de Prestador de Serviços de Pagamento (PSP), concedida pelo Banco de Moçambique através da sua subsidiária local, a Quidexplus Mozambique.
A autorização torna a PawaPay numa das primeiras empresas licenciadas para operar como PSP em Moçambique, proporcionando aos comerciantes uma via regulamentada de acesso a um dos mercados de mobile money mais ativos de África.
A licença permite à PawaPay registar directamente comerciantes em Moçambique e prestar serviços de pagamento regulamentados em todo o país.
O mercado de mobile money em Moçambique conta atualmente com mais de 12 milhões de contas activas, distribuídas por três operadores: M-Pesa (Vodacom), E-Mola (Movitel) e mKesh (Tmcel).
Até agora, a limitada infra-estrutura de pagamentos licenciada tem condicionado a capacidade dos comerciantes de operar em grande escala neste mercado.

“Moçambique é, há vários anos, um dos mercados de mobile money mais activos do continente, mas os comerciantes não dispunham de uma forma fiável de operar aqui em grande escala”, afirmou Ilídio Matchebe, Director Nacional da PawaPay em Moçambique. “Tornarmo-nos numa das primeiras PSP licenciadas pelo Banco de Moçambique, muda essa realidade. Podemos agora registar directamente os comerciantes e conectá-los aos operadores que os seus clientes já utilizam diariamente.”
A licença obtida em Moçambique junta-se à presença regulamentada da PawaPay em 23 mercados africanos, onde a empresa processa cerca de 7 milhões de transacções por dia para clientes que operam em sectores como o transporte por plataformas digitais, as remessas, o comércio a retalho e as organizações não-governamentais.
A licença permite à PawaPay iniciar imediatamente as suas operações comerciais, estando previsto que o registo de comerciantes comece nos próximos dias.
A empresa encontra-se também em negociações avançadas com a M-Pesa, a E-Mola e prestadores internacionais de serviços de remessas, com vista à expansão dos fluxos de pagamentos recebidos em Moçambique.



