O Presidente do Conselho de Administração (PCA) da Mozal, Samuel Samu Gudo, manifestou, na segunda-feira, em Maputo, optimismo quanto ao desfecho das negociações com o Governo.
Ele entende que, actualmente, o mais importante é ter calma, até que haja uma conclusão sobre a decisão de a Mozal suspender em definitivo ou não as suas actividades em Moçambique.
Samu Gudo acredita que no diálogo em curso se vai encontrar um ponto de equilíbrio para o fornecimento de energia da Hidroeléctrica de Cahora Bassa à fundidora de alumínio.

“[Temos de ter] acima de tudo esperança. A Mozal é de Moçambique, está aqui e temos de ter calma. Qualquer negociação desta natureza que é complexa [porque] envolve conversar com o Governo de Moçambique, com a HCB e a Eskom. É uma negociação transfronteiriça e envolve todos os stakeholders que devemos tomar em consideração. Acima de tudo é preciso ter calma e paciência” disse.
Quando questionado sobre a possibilidade de milhares de moçambicanos ficarem sem seus postos de trabalho com a eventual saída da Mozal, referiu ser inoportuno para avançar qualquer certeza.
“Eu não posso dar nenhuma certeza. Mas posso dizer que tudo faremos para continuara a negociar… Por respeito a todas as pessoas, só posso dizer que estamos a trabalhar e a conversar com o Governo e todos os participantes” referiu.
Para já, considerou que qualquer decisão que impacte negativamente qualquer das partes interessadas no processo “é uma má decisão”.
“Temos de encontrar uma solução que seja possível a coabitação das duas entidades, a Mozal e a HCB. Insisto que tenhamos esperança e fé de que tudo será feito para que a Mozal continue a sorrir e ninguém desligue as luzes em 2026” frisou.