A subida dos preços internacionais do petróleo, com o Brent próximo dos 100 dólares por barril, poderá aumentar a pressão sobre a factura de importação de combustíveis de Moçambique e, caso o cenário se prolongue, reflectir-se nos custos de transporte, produção e preços ao consumidor. Nesta terça-feira, o Brent negociava em torno de 97,49 dólares por barril, num contexto de agravamento das tensões no Médio Oriente.
A valorização do crude está ligada às preocupações com possíveis interrupções no abastecimento através do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo. A redução do tráfego marítimo e os ataques a infra-estruturas energéticas na região têm reforçado os receios de menor oferta no mercado internacional, noticiou Reuters.
Para Moçambique, que depende da importação de produtos petrolíferos, a subida internacional representa um risco acrescido para os custos de aquisição e transporte dos combustíveis. O Ministério dos Recursos Minerais e Energia já alertou que o aumento das cotações internacionais e dos custos de frete eleva a factura de importação e cria pressão financeira sobre o sector.
Se os preços permanecerem elevados, o impacto poderá estender-se à logística, agricultura, indústria e transporte de mercadorias, contribuindo para pressões inflacionárias na economia nacional.
Apesar disso, a subida do petróleo no mercado internacional não significa uma alteração automática dos preços nas bombas em Moçambique, uma vez que qualquer ajustamento interno depende do mecanismo nacional de formação e revisão dos preços dos combustíveis.



