Sunday, May 17, 2026
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Petrolíferas buscam parcerias para redução de custos

O ministro dos Recursos Minerais e Energia de Moçambique disse que os consórcios petrolíferos que operam na bacia do Rovuma estão a negociar formas de parceria para a redução de custos e maximização de ganhos.

“O trabalho que está em curso entre as concessionárias das áreas um e quatro não tem em vista a compra de participações, tem em vista identificar áreas de parceira, com vista a minimizar ou reduzir os custos globais destes investimentos”, afirmou Max Tonela.

Citado pela Lusa, o governante falava à margem do lançamento do sexto concurso internacional para o licenciamento de áreas para a pesquisa e produção de hidrocarbonetos no país.

Tonela avançou a partilha de recursos logísticos entre as petrolíferas como uma área de parceria que pode resultar na redução de custos.

“Há investimentos de logística, por exemplo, que podem não ser duplicados e, deste modo, permitir o incremento dos ganhos para as partes”, realçou.

A parte de infra-estruturas também vai gerar vantagens para o Estado moçambicano, prosseguiu o ministro dos Recursos Minerais e Energia.

A Área um está concessionada a um consórcio liderado pela Total, que teve de suspender as obras de construção do empreendimento de produção de gás natural liquefeito, devido aos ataques terroristas.

A esse propósito, Max Tonela disse que o executivo está a estudar com o consórcio a data de retoma do projecto, face à melhoria da segurança provocada pela acção de forças conjuntas de Moçambique, Ruanda e Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

A Área quatro da bacia do Rovuma foi concessionada a um consórcio liderado pela Mozambique Rovuma Venture (MRV), uma ‘joint venture’ da Exxon Mobil, Eni e CNPC (China) que detém 70% de interesse participativo no contrato de concessão.

A exploração da referida área arranca em 2022, com uma plataforma flutuante de liquefação de gás extraído a cerca de 50 quilómetros da costa de Cabo Delgado, enquanto o arranque do projecto mais vultuoso, para exploração das restantes reservas e liquefação em terra, continua por anunciar.

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