A subsidiária Twigg, da Syrah Resources, vai receber 8,5 milhões de dólares da U.S. International Development Finance Corporation (DFC), reforçando a capacidade operacional da mina de grafite de Balama, em Cabo Delgado. O montante será canalizado para capital de giro e sustentação das actividades, num período em que a operação decorre abaixo da sua capacidade instalada, devido ao excesso de oferta no mercado internacional e à consequente pressão sobre os preços do minério.
Com este desembolso, previsto para quinta-feira, 20 de Novembro, o financiamento total disponibilizado pela DFC ao abrigo do actual acordo ascende a 68 milhões de dólares, não incluindo custos de originação. O pacote insere-se na linha de crédito de 150 milhões de dólares aprovada em Outubro de 2024, cujo primeiro desembolso, de 53 milhões, havia sido efectuado antes da suspensão temporária da actividade em Dezembro do mesmo ano. A produção e as exportações foram retomadas em Junho, seguindo-se nova tranche de 6,5 milhões em Agosto.

Segundo Shaun Verner, Director Executivo da Syrah, a continuidade do apoio da DFC reforça a posição estratégica de Balama enquanto maior operação integrada de mineração e processamento de grafite do mundo, apontada como peça essencial para o fortalecimento das cadeias de fornecimento de minerais críticos nos Estados Unidos, sobretudo no contexto da mobilidade eléctrica e da transição energética.
Apesar do financiamento, Balama continua a operar num modelo intermitente, muito abaixo da sua capacidade anual de 350 mil toneladas. No terceiro trimestre, a produção fixou-se em apenas 26 mil toneladas, reflexo directo da conjuntura internacional adversa. A empresa ainda não indicou por quanto tempo pretende manter este regime.
A Syrah adiantou que prosseguem conversações com a DFC sobre o calendário dos próximos desembolsos, mantendo-se o foco na estabilização do fluxo de caixa, na segurança operacional e no reforço da resiliência da oferta fora da China.



