Projecto replica modelo do Coral Sul com maior capacidade e eficiência, com casco já lançado na Coreia do Sul em Janeiro de 2026
A Mozambique Rovuma Venture (MRV), joint venture participada pela Eni, adjudicou um contrato significativo ao consórcio formado pela Technip Energies, JGC e Samsung Heavy Industries para a continuidade do projecto Coral Norte Floating LNG, a segunda unidade flutuante de gás natural liquefeito a operar em Moçambique.
O contrato acumula-se com os trabalhos preliminares anteriormente anunciados, confirmando a progressão do projecto na Área 4 da Bacia do Rovuma, onde já opera o Coral Sul, a primeira unidade FLNG do país.
Réplica melhorada reduz risco e acelera execução
O Coral Norte foi concebido como uma réplica melhorada do Coral Sul, partilhando a mesma composição de gás e localização de campo. A adopção deste conceito de replicação permite, segundo a Technip Energies, uma execução com menor risco, maior eficiência operacional, capacidade de produção ampliada e desempenho optimizado — com impacto directo na previsibilidade de entrega e nos custos de execução.
O casco da unidade foi lançado a 16 de Janeiro de 2026, nos estaleiros de Geoje, na Coreia do Sul, sinalizando um ritmo de execução que contrasta com os atrasos que têm marcado outros grandes projectos energéticos na região.
Technip Energies reforça liderança em LNG complexo
Loïc Chapuis, Presidente de Project Delivery & Services da Technip Energies, afirmou que a adjudicação constitui um reconhecimento da capacidade do consórcio em replicar soluções comprovadas com disciplina e certeza, reforçando uma parceria de longa data com a Eni e os restantes parceiros da Área 4. Com receitas globais de 6,9 mil milhões de euros em 2024, a Technip Energies integra um consórcio com capacidade técnica e financeira para sustentar a execução do projecto até à conclusão.
Segunda unidade FLNG reforça posicionamento estratégico de Moçambique
O avanço do Coral Norte consolida a estratégia de desenvolvimento offshore da Área 4 e diversifica a base produtiva do país no segmento de LNG. A duplicação da capacidade flutuante reduz a exposição a riscos operacionais através da padronização tecnológica, reforça a previsibilidade para investidores internacionais e sustenta as receitas de exportação num mercado global que procura, simultaneamente, segurança energética e alternativas de transição com menor intensidade de carbono.
A continuidade da execução sem interrupções relevantes será determinante para consolidar a credibilidade de Moçambique como destino de mega-investimentos no sector energético e afirmar o país entre os principais fornecedores globais de gás natural liquefeito.



