A TotalEnergies pretende criar duas áreas-piloto de produção de pepino-do-mar em Palma, Cabo Delgado, como parte de um programa destinado a recuperar meios de subsistência e aumentar os rendimentos de comunidades afectadas pelo projecto Mozambique LNG.
A iniciativa é promovida pela TotalEnergies EP Mozambique Area 1 (TEPMA1) no âmbito da sua estratégia de restauração dos meios de subsistência. O programa abrange famílias das comunidades de Quitunda, Maganja (Mfunzi) e Mondlane, afectadas por restrições de acesso aos recursos marinhos na sequência do desenvolvimento do projecto na península de Afungi.
O programa pretende testar técnicas de produção adaptadas às condições locais e desenvolver uma actividade económica considerada sustentável para as comunidades costeiras.
As duas áreas-piloto deverão permitir testar métodos de cultivo, selecção dos locais, povoamento, alimentação, protecção e segurança. A iniciativa inclui ainda o desenvolvimento das cadeias de valor associadas à produção.
O projecto prevê formação prática e técnica para os produtores beneficiários e técnicos das instituições locais, com o objectivo de criar capacidade para a continuidade e eventual expansão da actividade.
A iniciativa inclui também experiências de recuperação das zonas entre-marés através da utilização de substratos artificiais, conhecidos como “culch”, para aumentar a produtividade dessas áreas.
A TotalEnergies lançou um concurso para seleccionar organizações e empresas com experiência comprovada neste tipo de actividades. O prazo para manifestação de interesse termina a 12 de Novembro de 2026.
O programa surge poucas semanas depois de a TotalEnergies anunciar outro projecto de desenvolvimento económico local em Cabo Delgado, destinado à produção de 5.000 toneladas anuais de biodiesel de coco para utilização nas operações do Mozambique LNG.
O projecto Mozambique LNG, avaliado em cerca de 20 mil milhões de dólares, retomou oficialmente as actividades em Janeiro de 2026, após uma suspensão de quase quatro anos. Segundo a TotalEnergies, o projecto está actualmente cerca de 50% concluído e mantém a meta de iniciar a produção de GNL em 2029.
Fonte: Lusa



