“Graças às medidas para facilitar a entrada de estrangeiros no país, muita coisa tem melhorado. Reconhecemos também que o visto de curta duração, quer para turistas quer para empresários, ajuda muito, porque esta situação já foi um pesadelo para os empresários que queriam entrar no território moçambicano para fazer negócios num curto espaço de tempo”, disse Simone Santi.
Falando durante a reunião de reflexão sobre a implementação do pacote de medidas de aceleração económica, o presidente da EUROCAM explicou que antes das medidas, os empresários europeus enfrentavam grandes problemas na obtenção de vistos, uma situação que pode melhorar muito com a nova plataforma informática (E-visa) recentemente lançada.
“Estamos satisfeitos com outras medidas, tais como a utilização dos 10% das receitas fiscais provenientes dos recursos naturais para o desenvolvimento das províncias [onde ocorre a extracção dos recursos naturais], bem como a simplificação dos procedimentos para o repatriamento do capital”, detalhou Simone Santi.
Mesmo assim – continuou o líder – o tecido empresarial europeu ainda se debate com algumas preocupações, tais como o movimento do trabalhador ou empresário estrangeiro no País.
“Quando há necessidade de passar de um ponto para outro, é necessário informar as autoridades, o que, no nosso entender, acaba por ser um procedimento extremamente burocrático”, explicou Simone Santi.
Quando questionado sobre a imagem de Moçambique na Europa, Simone Santi respondeu
“O que está a acontecer em Cabo Delgado é muito negativo [para a imagem de Moçambique]. Muito mais negativo do que a realidade. É por isso que apreciamos os esforços que o Governo está a fazer para manter o local dos projectos e a cidade de Palma em condições de reactivar a actividade económica”.
Na reunião, a EuroCam reiterou um objectivo já partilhado com o Governo de Moçambique, que é o de organizar um Fórum Económico no próximo ano, que trará novos empresários europeus para investir no pais.



