Terça-feira, Maio 7, 2024
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Banco Mundial vai financiar uso do gás para incrementar o acesso à energia

De acordo com uma fonte da instituição, o BM parou de financiar
projetos de exploração de petróleo e gás em 2019 com excepção dos
casos em que os projectos visem ajudam o acesso da população à energia
nos países mais desfavorecidos.

Sendo assim, Moçambique figurou-se, em 2021, na sexta posição de
países com menor Produto Interno Bruto (PIB) a nível mundial onde
apenas menos de um terço de população (32 milhões de habitantes) é que
tem acesso à energia eléctrica, de acordo com dados do BM.

“Nossa opinião é que podemos apoiar Moçambique se não houver outras
opções de menor custo, e isso no contexto de um plano de transição
claramente articulado”, disse Victoria Kwakwa, vice-presidente do Banco
Mundial para a África Oriental e Austral.

Há mais de uma década que Moçambique descobriu no seu território,
uma das maiores reservas de gás natural do continente, no entanto, os
projetos de exploração foram retidos devido a eclosão do escândalo das
“Dividas não Declaradas” avaliado em 2 biliões USD e uma insurgência
supostamente ligada ao Estado Islâmico.

Além disso, o financiamento internacional também foi alvo de grupos
ambientais que se opõem ao desenvolvimento de combustíveis fósseis.

Ainda assim, a invasão da Ucrânia pela Rússia no ano passado provocou
uma corrida das nações europeias para encontrar fontes alternativas de
energia de novas fontes, incluindo projetos no continente africano.

Isso também aumentou o impacto global dos recursos de Moçambique,
segundo Kwakwa.

“A minha opinião sobre os ativos de gás natural de Moçambique é que
pode desempenhar um papel importante para a transição global”, disse
ela.

“Estamos vendo que a maior parte do gás de Moçambique já está sendo
exportado para a Europa, então a Europa está a beneficiar do gás de
Moçambique e evita que o velho continente volte a fontes de energia
menos limpas”, acrescentou.

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