Wednesday, June 3, 2026
spot_img

Concurso de importação de combustíveis passa a custar 40 mil dólares

A IMOPETRO explica que duplicou o custo para acompanhar a tendência, de modo geral, de aumentos do preço dos produtos petrolíferos no mercado internacional, mas em particular o custo do caderno de encargo verificado a nível regional, avança o jornal Carta de Moçambique.

A instituição sublinhou que os 40 mil dólares é a média do que é praticado ao nível da África Austral, onde há países como Tanzânia onde os concorrentes pagam 60 mil dólares para adquirir o caderno de encargo, apesar de os concursos naquele país serem mensais e não trimestrais ou semestrais como tem acontecido no país.

O caderno de encargo é um documento em que constam as orientações e referências que devem ser respeitadas durante a execução do serviço prestado, neste caso, a importação de combustíveis líquidos e distribuição pelos quatros terminais oceânicos localizados ao longo do país.

Até Junho de 2017, o custo do caderno de encargo era de 15 mil USD não reembolsáveis, mas no ano seguinte, a IMOPETRO aumentou 5 mil USD passando para 20 mil USD, valor que foi sendo aplicado até Junho de 2023 corrente, apesar das crises mundiais, nomeadamente, a Covid-19 e o conflito entre a Rússia e Ucrânia que mexeram na estrutura do preço de petróleo no mercado internacional.

Cinco anos sem aumentar o custo do caderno de encargo, o girector geral da IMOPETRO, João Macanja, explicou, esta terça-feira, que a medida visa acompanhar as tendências levadas a cabo por outros mercados, depois do aumento considerável de preços de produtos petrolíferos no mercado internacional nos últimos anos.

“Estamos a acompanhar a dinâmica do mercado internacional. Os preços dos produtos petrolíferos subiram e, como consequência, em 2022, por exemplo, o valor de importação de combustíveis cresceu para 2 biliões de USD [aplicados para importar 1.8 milhão de Toneladas Métricas (TM) de combustíveis], contra 936.6 milhões de USD [utilizados em 2021, para importar 1.5 milhão de TM de produtos petrolíferos diversos para o consumo nacional]”, explicou Macanja.

Questionado sobre se a medida não iria encarecer o combustível ao consumidor final, o Director-Geral da IMOPETRO reagiu negativamente, justificando que o reajuste de combustíveis é feito com base em regulamento próprio e o custo do caderno de encargo não é factor tido em consideração.

Entretanto, para o Secretário da Associação Moçambicana de Empresas Petrolíferas (AMEPETROL), Ricardo Cumbe, a medida afecta as empresas concorrentes, principalmente os que perdem o concurso porque será um investimento sem retorno, pois, o valor da compra do caderno de encargo não é reembolsável.

Quanto à empresa que ganha o concurso, Cumbe minimizou a possibilidade de esta repassar o custo para o consumidor final, pois, como deu a entender, para um negócio que movimenta milhões de USD, 40 mil USD pode ser uma gota de água no oceano.

Noticias Relacionadas

Moçambicanos esperam maior rigor na gestão dos recursos naturais, indica o último inquérito do Afrobarometer

A maioria dos Moçambicanos está insatisfeita com a forma...

MTN BUSHFIRE: O Maior Festival Multicultural de África Regressa de 29 a 31 de Maio em Eswatini

O MTN Bushfire regressa ao icónico House on Fire,...

TRAC quer continuar a gerir EN4 além de 2028

A Trans African Concession (TRAC), concessionária sul-africana da Estrada Nacional...

Radjha Ally e KA-TEMBE CONNEXION representam Moçambique no MTN Bushfire Festival 2026

Todos os anos, a cultura e o talento moçambicanos...