Tuesday, March 3, 2026
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Área 1: TotalEnergies nega suspensão de contratos, mas admite não renovação em Afungi

A TotalEnergies esclareceu que não suspendeu os contratos com os subcontratantes do projecto Mozambique LNG, localizado na península de Afungi, no distrito de Palma, Cabo Delgado. A empresa admite, contudo, que não está a renovar contratos que já chegaram ao fim, um processo que considera natural, dada a situação actual do projecto.

Esta posição foi manifestada pelo presidente do Mozambique LNG, Maxime Rabilloud, após um encontro com o governador da província. Rabilloud refutou notícias veiculadas na comunicação social que afirmavam que a petrolífera francesa tinha suspendido centenas de trabalhadores ligados ao projecto de exploração de gás na Área 1 da bacia do Rovuma.

“Todos sabemos que ainda estamos numa situação de ‘força maior’. Posso até partilhar algumas perspectivas sobre isso mais tarde, mas, de momento, é claro que ainda não há condições para reiniciar o projecto. Entretanto, estamos a realizar vários trabalhos de preservação em preparação para uma futura retoma. Esses trabalhos, no entanto, não são contínuos, pois alguns têm um início e fim bem definidos. Infelizmente, quando uma dessas operações é concluída, há uma desmobilização natural, que será seguida pelo início de novos trabalhos”, afirmou Rabilloud.

O projecto Mozambique LNG está suspenso desde 2021, na sequência dos ataques terroristas que atingiram a vila de Palma. A exploração de gás na Área 1 da bacia do Rovuma estava inicialmente prevista para 2023, mas a situação de insegurança na região levou ao adiamento indefinido do projecto.

A resposta de Rabilloud surge após relatos no site Africa Intelligence de que a TotalEnergies teria instruído o consórcio CCS, composto pela Saipem (Itália), Chiyoda (Japão) e McDermott (EUA), a suspender operações e dispensar trabalhadores.

Embora não haja previsões concretas para a retoma do projecto, Rabilloud assegurou que a TotalEnergies mantém o compromisso de preservar a infraestrutura e preparar o local para uma possível retomada das operações assim que as condições de segurança sejam consideradas adequadas.

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