Os Estados Unidos da América estão prestes a tornar-se o segundo maior acionista de uma das maiores minas de grafite do mundo, localizada em Moçambique, na província de Cabo Delgado, na sequência de um investimento avaliado em cerca de 46 milhões de dólares.
A operação será conduzida pela agência norte-americana International Development Finance Corporation (DFC), que pretende converter um empréstimo de 31 milhões de dólares em participação acionista na empresa australiana Syrah Resources, responsável pela exploração da mina de Balama.
Com esta conversão, os Estados Unidos poderão deter cerca de 20% do capital da empresa, posicionando-se como o segundo maior acionista e reforçando a sua presença no sector dos chamados minerais críticos.
A iniciativa inclui ainda a disponibilização adicional de 15 milhões de dólares para financiar as operações da subsidiária moçambicana responsável pela mina, numa estratégia que visa consolidar o acesso a matérias-primas essenciais para a produção de baterias utilizadas em veículos eléctricos e tecnologias de energia limpa.
Especialistas apontam que este movimento se insere num contexto de crescente competição geopolítica pelos recursos minerais estratégicos, particularmente face ao domínio da China nas cadeias globais de fornecimento de grafite, material fundamental para a transição energética.
A mina de Balama é considerada uma das maiores reservas de grafite a nível mundial, posicionando Moçambique como um actor relevante no mercado internacional deste recurso, cada vez mais valorizado no contexto da economia verde e da industrialização tecnológica.
Contudo, o acordo ainda depende de aprovações regulatórias e condições financeiras, podendo sofrer ajustes antes da sua implementação definitiva.
Este investimento reforça a crescente importância de Moçambique no mapa global dos recursos naturais estratégicos, ao mesmo tempo que abre novas oportunidades e desafios para a gestão sustentável e inclusiva destes activos.
Fonte: BUSINES INSIDER AFRICA



