Friday, June 5, 2026
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Transformar pessoas para transformar organizações

A Salto posiciona-se como uma consultora orientada para transformação e crescimento. Que tipo de organização é hoje a Salto Moçambique e que problemas concretos resolve no mercado?

Hoje somos uma organização focada em transformar pessoas, para assim podermos transformar empresas. Ao concluírem os estudos, muitos jovens deparam-se com um vazio entre o conhecimento académico e as exigências práticas do mercado de trabalho. A teoria, por si só, já não basta: é essencial desenvolver competências aplicáveis, pensamento crítico, visão estratégica e capacidade de adaptação para destacar-se num cenário profissional em constante evolução.

Da mesma forma, muitas empresas enfrentam o desafio de acompanhar essas mudanças: estruturas rígidas, processos desatualizados e culturas pouco adaptáveis limitam seu crescimento e a capacidade de inovar. Para prosperar nesse contexto, é necessário desenvolver competências estratégicas, promover a aprendizagem contínua e adotar práticas que transformem potencial em resultados concretos. De forma muito simples e prática, a Salto Moçambique prepara jovens, transforma potencial em realização e apoia empresas a fortalecer equipas, inovar processos e criar valor duradouro.

Q2. A criação da Salto resulta de uma leitura específica das lacunas no mercado de consultoria. Que experiência pessoal ou profissional esteve na base dessa decisão?

De facto identificamos lacunas no mercado e o Salto nasce da junção de profissionais com forte experiência de realização e grandes projectos, em grandes empresas, e também com resultados reconhecidos. Ao longo da nossa carreira, ao trabalhar com vários consultores cuja carreira foi firmada apenas em empresas de consultoria, sentimos falta de uma perspectiva de quem conhece os desafios reais de uma operação, de uma empresa que gere um negócio, por isso, na Salto não falamos apenas como consultoras já fomos universitárias, e também já estivemos do outro lado da mesa, como clientes.

Conhecemos na prática, os desafios enfrentados pelos jovens e pelas organizações na gestão e desenvolvimento de pessoas. Sabemos o que realmente funciona. Por isso, entregamos soluções que geram valor, não apenas apresentações inspiradoras.

II.  O MOMENTO ACTUAL

Q3.  Se tivesse de fazer um diagnóstico honesto do tecido empresarial moçambicano hoje, quais são os principais constrangimentos que continuam a limitar o crescimento das organizações?

Ao fazer essa análise hoje constato um conjunto de constrangimentos, num âmbito multi-sectorial, e o capital humano continua como parte desses factores que limitam o crescimento das organizações. Entre os principais desafios, destacam-se (i) o acesso limitado ao financiamento, (ii) a elevada informalidade, (iii) os desafios com infraestruturas e custos operacionais, (iv) a fraca adopção à tecnologia e a inovação, nos diferentes sectores e, entre outros factores, acresço, tal como me referi (v) os desafios relacionados ao capital humano, dos quais posso destacar o déficit de qualificação da força de trabalho e as fragilidades ao nível de gestão e liderança.

Apesar de existir muito talento disponível para trabalhar, ainda existe um grande desalinhamento entre as competências disponíveis e as reais necessidades do mercado de trabalho e também continua sendo comum encontrar organizações com estruturas de gestão pouco profissionalizadas, sem planeamento estratégico e com baixo ou nenhum investimento no desenvolvimento da liderança.

Q4.  Que tipo de procura a Salto tem registado nos últimos anos e o que essa procura revela sobre as prioridades reais das empresas?

A Salto tem registado 3 principais nichos de procura. Por um lado as empresas procuram muito por estruturação e capacitação e desenvolvimento de suas equipas de Recursos Humanos, o que nos revela uma maior consciência das empresas sobre o relevante papel do RH, enquanto parceiro do negócio, e enquanto um departamento com grande impacto nos resultados da empresa, por outro lado as empresas procuram muito por capacitação em softs kills, apontando como seu principal desafio a performance das suas equipas, o que nos revela um cenário preocupante relacionado ao comportamento dos colaboradores, num momento em que o mundo atravessa por períodos de constante transformação tecnológica, que vem acompanhada de muita distração, perigos para a saúde mental e física e excesso de informação e desinformação.

O terceiro nicho tem a ver a procura por capacitação das lideranças. Tal como mencionei na questão anterior, muitas empresas limitam o seu crescimento por falta de preparo de quem está na liderança e aquelas que já têm consciência disso estão a trabalhar para mudar o cenário.

Muitas empresas continuam a operar com processos pouco estruturados. O que está, na sua opinião, a travar uma transformação mais acelerada?

Pela minha experiência, e pela leitura que faço, o que trava uma transformação acelerada é o awareness (receio traduzir e não ter o mesmo significado que quero transmir) que os que digirem a empresa têm sobre o importante papel no investimento do capital humano.

Líderes, sejam eles contratados ou donos das empresas, que não foram expostos a um cenário empresarial onde investe no capital humano, tendem a dar menos valor ao tema, porque nunca experimentaram o magnífico resultado de uma equipa de alta performance como consequência de investimento em formação. E quando fala de formação, é no seu conjunto, a formação estruturada, coaching, mentoria, teambuilding, entre outros. Em suma, o que trava uma transformação acelerada são as equipas incompetentes, como resultado de lideranças despreparadas.

III.  PESSOAS, CULTURA & LIDERANÇA

O que distingue, de forma concreta, a abordagem da Salto face à consultoria tradicional?

Muita coisa… Vamos lá, nós somos especialistas em desenvolvimento humano e organizacional, e actuamos como catalisadores de mudança. Com metodologias modernas, abordagem personalizada e foco em resultados, conduzimos empresas e profissionais por jornadas de evolução que geram impacto directo e duradouro.

De forma mais concreta ainda, nós conhecemos o cliente, porque já estivemos nessa posição e não entregamos ferramentas padronizadas, porque sabemos que cada negócio tem suas particularidares, por isso, o sucesso para nós não é apenas entregar um projecto: é continuar juntos, construir vínculos, impulsionar conquistas e criar um movimento real de crescimento colectivo.

Como é que estruturam o processo de diagnóstico antes de propor soluções e por que razão essa etapa é determinante?

O diagnóstico é feito usando várias ferramentas, mas o mais importante é que o resultado deve ser “conhecermos os reais desafios do cliente, sem filtros”. Para cada tipo de empresa e suas especificidades, decidimos aplicar as ferramentas que sejam mais adequadas. Há situações onde podemos ter a resposta numa conversa presencial aberta e em outras precisamos de inquéritos anônimos e em outras, implementamos outras abordagens.

A etapa de diagnóstico é indispensável para garantir que as soluções propostas sejam adequadas às reais necessidades do cliente. Em consultoria, não assumimos que conhecemos a real dimensão do desafio, nós vamos de facto conhecê-lo.

IV.  VISÃO & FUTURO

Q8.  Pode partilhar um exemplo concreto em que a intervenção da Salto tenha gerado uma transformação clara num cliente?

Temos vários exemplos dos quais nos orgulhamos, mas vou partilhar um particular, onde actuamos numa empresa grande, implementando o Programa Transformar, um programa desenhado pelo Salto, que vem sendo implementado em algumas organizações e foca em RH, Cultura e Liderança.

Nesse cliente, com mais de 1000 funcionários, havia 3 grandes problemas: (i) falta de estrutura no RH, sem procedimentos estabelecidos e uma equipa com lacunas no que diz respeito as competências de RH, o que vinha a gerar erros constantes no processamento da informação e multas excessivas para a empresa, (ii) liderança maioritariamente compostas por bons técnicos que foram promovidos à posições de liderança, sem preparo adequado e (iii) cultura organizacional desalinhada com a missão, visão e valores definidos.

Depois de meses de trabalho conseguimos apoiar a empresa na resolução desses problemas e hoje vive-se um ambiente alinhado a cultura que se pretende e muitos trabalhadores performando muito acima da média dos últimos anos.

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