Tuesday, August 4, 2026
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Projecto Mozambique LNG está 45% concluído e mantém arranque da produção previsto para 2029

O megaprojecto Mozambique LNG encontra-se cerca de 45% concluído, emprega actualmente entre 7.000 e 8.000 trabalhadores e mantém o início da produção comercial previsto para 2029, apesar dos atrasos provocados pelo conflito no Médio Oriente, informou a TotalEnergies.

A actualização foi apresentada esta semana durante a divulgação dos resultados financeiros do segundo trimestre de 2026 do grupo energético francês. Na ocasião, o presidente executivo (CEO) da TotalEnergies, Patrick Pouyanné, afirmou que, desde a retoma das obras em Janeiro deste ano, o projecto tem vindo a aumentar progressivamente o número de trabalhadores mobilizados no complexo de Afungi, na província de Cabo Delgado.

Segundo o responsável, encontram-se actualmente envolvidos entre 7.000 e 8.000 trabalhadores nas actividades de construção do empreendimento.

«Quando comparamos com a curva de progresso do projecto, estamos praticamente com 45% da obra concluída», afirmou.

Pouyanné reconheceu que o conflito no Médio Oriente criou dificuldades logísticas para o projecto moçambicano, uma vez que parte dos equipamentos estava a ser fabricada no Dubai e noutras unidades industriais da região.

«Tivemos de enfrentar momentos difíceis para retirar todos esses equipamentos», afirmou, acrescentando que esses constrangimentos já foram ultrapassados. «Penso que essa situação está resolvida.»

Apesar destes atrasos, a TotalEnergies reiterou que o calendário de desenvolvimento do projecto permanece inalterado.

«O projecto continua no bom caminho, tendo como objectivo iniciar a produção da primeira unidade de liquefacção (first train) em 2029», declarou o CEO.

Durante a mesma apresentação aos analistas, Patrick Pouyanné voltou a identificar Moçambique como um dos mercados estratégicos de crescimento do grupo, ao lado do Suriname, da Namíbia e da Malásia.

«Estamos a consolidar a nossa posição em Moçambique», afirmou, defendendo a estratégia de diversificação geográfica da empresa.

O projecto Mozambique LNG, desenvolvido na Área 1 da Bacia do Rovuma, constitui um dos maiores investimentos privados alguma vez realizados em África e deverá transformar Moçambique num dos principais exportadores mundiais de gás natural liquefeito (GNL).

Moçambique aprovou três grandes projectos para a exploração das reservas de gás natural da Bacia do Rovuma, ao largo da costa da província de Cabo Delgado, consideradas entre as maiores descobertas de gás do mundo.

O projecto Coral Sul FLNG, operado pela italiana Eni, é actualmente o único em produção, desde 2022. Em Outubro do ano passado foi igualmente aprovado o investimento para a construção da segunda plataforma flutuante de liquefacção, Coral Norte, avaliada em 7,2 mil milhões de dólares (6,2 mil milhões de euros), que deverá duplicar a capacidade de produção para sete milhões de toneladas anuais de GNL a partir de 2028. Está igualmente em estudo uma terceira unidade flutuante de produção.

Após uma suspensão de quatro anos provocada pela insurgência armada em Cabo Delgado, o projecto Mozambique LNG, liderado pela TotalEnergies e avaliado em 20 mil milhões de dólares (17,4 mil milhões de euros), retomou oficialmente as obras em Janeiro de 2026 e deverá produzir até 13 milhões de toneladas de GNL por ano a partir de 2029.

Já o projecto Rovuma LNG, na Área 4, estimado em 30 mil milhões de dólares (26,1 mil milhões de euros), será liderado pela ExxonMobil, na qualidade de operador delegado. Prevê-se que tenha uma capacidade anual de 18 milhões de toneladas de GNL após 2030, estando a decisão final de investimento actualmente prevista para Setembro.

Fonte: Lusa.

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