O preço regulado da gasolina na África do Sul deverá aumentar até 12% a partir de 7 de Outubro, enquanto o preço grossista do gasóleo poderá subir até 10%, reflectindo o impacto da guerra no Irão sobre os preços internacionais da energia, avançou Reuters.
A gasolina poderá aumentar até 3,33 rands por litro, enquanto o gasóleo deverá encarecer até 3,24 rands por litro. A África do Sul importa a maior parte dos combustíveis que consome e actualiza mensalmente os preços internos com base, entre outros factores, na cotação do petróleo e na evolução do rand.
O aumento dos combustíveis deverá pressionar ainda mais a inflação, que atingiu 4,4% em Agosto, acima da meta de 3% do Banco Central sul-africano.
Perante a subida dos preços, o Banco Central já aumentou a taxa de juro de referência duas vezes desde o início da guerra no Irão. Está prevista mais uma decisão de política monetária para meados de Novembro, num contexto de maior pressão inflacionista e riscos para o consumo e a actividade económica.
O impacto poderá estender-se a Moçambique através dos custos de importação, transporte e logística. O país mantém os preços dos combustíveis regulados pelo Governo e, actualmente, a gasolina é comercializada a 93,69 meticais por litro e o gasóleo a 116,25 meticais em Maputo e Matola, segundo dados da Petromoc.
A pressão sobre os combustíveis poderá ainda repercutir-se nos custos de transporte de mercadorias, produção agrícola, indústria e serviços, aumentando o risco de transmissão para os preços dos bens de consumo.
O Banco de Moçambique já identificou as tensões geopolíticas e os seus potenciais efeitos sobre os preços internacionais dos combustíveis e alimentos como um dos riscos para a economia.
Na África do Sul, a inflação situava-se em 4,4% em Agosto e a subida dos combustíveis deverá reforçar as pressões inflacionistas. O país ajusta mensalmente os preços com base, entre outros factores, nas cotações internacionais e na evolução do rand face ao dólar.
Para Moçambique, a evolução dos preços internacionais do petróleo poderá assim voltar a colocar pressão sobre os custos de importação e sobre a necessidade de eventuais ajustamentos dos preços internos, num momento em que o Banco de Moçambique procura equilibrar o controlo da inflação com o estímulo à actividade económica.



