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Banco Central Mantém a Taxa de Juro em 17,25%

O Comité de Política Monetária (CPMO) do Banco de Moçambique decidiu manter a taxa de juro de política monetária, taxa MIMO, em 17,25%.

A medida é justificada, segundo o comunicado do CPMO, pela prevalência de elevados riscos e incertezas subjacentes às projecções de inflação, com ênfase para o impacto da liquidez gerada na economia, resultante da pressão sobre a despesa pública, e do prolongamento da tensão geopolítica na Europa, não obstante a manutenção das perspectivas de inflação num dígito, no médio prazo.

Adicionalmente, o CPMO decidiu aumentar os coeficientes de Reservas Obrigatórias para os passivos em moeda nacional de 10,5% para 28,0%, e em moeda estrangeira de 11,5% para 28,5%, visando absorver a liquidez excessiva no sistema bancário, com tendência de gerar uma pressão inflacionária.

Segundo o Banco de Mocambique, os riscos e incertezas associados às projecções de inflação agravaram-se:

A nível interno, salientam-se as incertezas quanto ao impacto do excesso de liquidez sobre os indicadores macroeconómicos, bem como dos prováveis efeitos dos choques climáticos na oferta e comercialização de bens. A nível externo, prevalecem as incertezas em relação aos efeitos do prolongamento do conflito entre a Rússia e a Ucrânia e os riscos de recessão económica global.”. Refere o Comunicado, que acrescenta que mantêm-se, entretanto, as perspectivas de desaceleração da inflação, no curto e médio prazo”

Num outro desenvolvimento, o CPMO, indica que procedeu a revisão ligeira em baixa das perspectivas de crescimento económico, para o médio prazo,

Esta revisão decorre da maior restritividade das condições financeiras a nível global e consequente abrandamento da actividade económica dos principais parceiros comerciais do país, com potencial para a redução da procura externa. Entretanto, a nível interno, a implementação dos projectos energéticos continuará a favorecer o crescimento económico.”. Justifica o CPMO.

O CPMO, a semelhança dos comunicados anteriores, volta a alertar para o elevado endividamento público interno:

A dívida pública mantém-se elevada. O endividamento público interno, excluindo os contratos de mútuo e de locação e as responsabilidades em mora, situa-se em 288,7 mil milhões de meticais, o que representa um aumento de 13,6 mil milhões em relação a Dezembro de 2022.”

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