Conheça os motivos que travam a inserção dos jovens no mercado de emprego

Sílvio Campanje, formado na área de mineração há quatro anos, nunca teve um trabalho seguro. “Hoje em dia, para conseguires um bom emprego, tens de ter uma influência. Sem isso, as oportunidades escasseiam”, lamenta.

Outro jovem, Faduco Semente, tem um experiência semelhante. Formado em serralharia mecânica e gestão ambiental há uma década, só conseguiu trabalhar durante dois anos.

Segundo dados do Instituto Nacional de Emprego (INEP) em Tete, a província pretende criar cerca de 89 mil empregos até ao final de 2025, sendo que até ao momento já foram apresentadas 43 mil ofertas.

Este plano, porém, não consegue acompanhar o número crescente de jovens formados e de estabelecimentos de ensino, que tem aumentado em diversas áreas de estudo, com destaque para a formação técnico-profissional.

Em setembro, na primeira feira de emprego de Tete, onde estiveram presentes 30 instituições públicas e privadas, foram expostas apenas 80 vagas de trabalho para os mais de 1.000 jovens que procuravam uma oportunidade no mercado laboral, o que deixa poucas alternativas para centenas de pessoas qualificadas.

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A jovem Carlota Sopia ainda está em formação, mas já teme os problemas do mercado de trabalho. “Eles querem pessoas com experiência profissional e nós, sem experiência profissional, acabamos prejudicados”, comenta.

Segundo o ativista social Júlio Calengo, é preciso capacitar os jovens para que saibam transformar o seu conhecimento científico em negócios de sucesso.

“Os meus irmãos precisam de ser capacitados. Tudo isso passa necessariamente por uma capacitação em negócios e gestão, e por capacitação na identificação dos problemas e oportunidades”, sugere.

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