Monday, June 1, 2026
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Conheça os novos representantes dos pelouros da CTA

Num acto solene realizado esta semana, na cidade de Maputo, a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) procedeu à investidura oficial dos presidentes e vice-presidentes dos 23 globos sectoriais e transversais da Confederação. O evento contou com a presença do Secretário de Estado do Comércio, António Grispos, em representação do Governo, e foi dirigido pelo Presidente da CTA, Álvaro Massingue. A cerimónia marcou o início de um novo ciclo de governação económica no seio da Confederação, orientado para a inclusão, especialização e obtenção de resultados concretos em prol do sector privado nacional.

No seu discurso de ocasião, Álvaro Massingue sublinhou que o acto representa mais do que uma formalidade protocolar, simbolizando antes o compromisso renovado da CTA com a defesa activa dos interesses do sector privado, num contexto em que Moçambique enfrenta múltiplos desafios socioeconómicos, desde a recuperação pós-crise até às transformações estruturais exigidas pela transição energética, digital e climática.

Presidente da CTA, Álvaro Massingue

“O sucesso da nossa Confederação depende do compromisso e entrega de cada um dos líderes colectivos investidos. Esperamos de todos espírito de missão, competência técnica, abertura ao diálogo e atitude proactiva e reformista”, declarou Massingue perante empresários, dirigentes institucionais e membros do Governo presentes na cerimónia.

Planos sectoriais e transversais em foco

Durante a sua intervenção, o presidente da CTA destacou a relevância estratégica dos novos planos sectoriais e transversais que orientarão a acção da organização nos próximos anos. Cada plano, segundo disse, terá a missão de liderar a agenda económica do sector privado, dialogando de forma articulada com os órgãos do Governo e com os parceiros públicos e privados, para melhorar o ambiente de negócios e promover o crescimento inclusivo.

Entre os planos destacados estão os da agricultura, indústria, transportes e logística, turismo, recursos naturais e energia, inovação e transformação digital, bem como os dedicados às mulheres empresárias, juventude empreendedora e pequenas e médias empresas.

“O Plano de Planeamento e Conteúdo Local assumirá um papel central na promoção de políticas que assegurem maior participação das empresas moçambicanas nas cadeias de valor dos megaprojectos e da indústria extractiva, impulsionando uma industrialização inclusiva”, frisou Massingue.

Igualmente, chamou a atenção para a importância de planos como o de Turismo, que pretende reposicionar Moçambique como destino turístico competitivo e sustentável, e o de Infraestruturas, que irá dinamizar investimentos em construção civil, habitação e transporte, privilegiando parcerias público-privadas.

Uma confederação mais forte e representativa

A liderança da CTA assume, com este novo elenco, o desafio de reforçar o diálogo público-privado, promover a advocacia de reformas estruturantes e acompanhar de perto os principais dossiers económicos nacionais e internacionais.

“Queremos uma CDA mais presente, eficaz e representativa dos legítimos interesses do setor privado moçambicano. Esta investidura é, por isso, um acto de compromisso e responsabilidade colectiva”, reiterou o presidente da CTA.

O acto ficou igualmente marcado por palavras de reconhecimento aos líderes cessantes, pelo contributo prestado ao longo dos seus mandatos, e pelo apelo à sua contínua colaboração, partilhando a experiência acumulada para o fortalecimento do sector privado nacional.

Secretário de Estado do Comércio, António Grispos

A investidura dos novos dirigentes setoriais surge numa fase decisiva para a economia nacional, marcada por desafios como a queda na produção de minerais estratégicos, caso recente da suspensão da mina de grafite de Balama, em Cabo Delgado, e pelas exigências de adaptação aos novos paradigmas económicos globais.

Com esta cerimónia, a CTA reafirma o seu papel como principal interlocutor do sector privado junto do Governo e parceiro estratégico na promoção de um ambiente económico mais competitivo, inclusivo e sustentável. (PROFILE)

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