Wednesday, June 3, 2026
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EDM exporta 30 por cento da energia para região

Segundo o relatório e contas da companhia eléctrica, a energia produzida em 2022 ascendeu a 8.146 GigaWatt-hora (GWh), um aumento de 6 por cento face a 2021, e deste total 1.730 GWh foram exportados para os países vizinhos, mais 5 por cento do que no ano passado.

Desta forma, o peso das exportações de electricidade da EDM, fornecidas a outros concessionários ou consumidores operando nos países da região da SADC [Comunidade de Desenvolvimento da África Austral] abrangidos por acordos do mercado de energia da África Austral, cifrou-se em 27 por cento do total de 2022.

“A energia excedentária disponível nas horas de baixo consumo é optimizada através dos acordos bilaterais de exportação para o mercado regional”, acrescenta a EDM.

A empresa explica ainda que “a maximização da disponibilidade dos 150 MegaWatts não firmes adicionais da Hidroeléctrica de Cahora Bassa, no centro do país, nas horas de baixa demanda nacional, contribuiu para o aumento das exportações em 5 por cento em relação a 2021”.

Em relação à procura, a corrente total facturada aumentou em 7 por cento face ao período homólogo de 2021, para 6.350GWh. Desta forma, tendo em conta a produção total de 8.146 GWh em 2022, mais de 20 por cento da electricidade produzida em Moçambique não foi facturada pela empresa.

No relatório, a EDM identifica ainda vários “constrangimentos” que estão a impactar as operações da empresa, como as “dívidas elevadas das instituições do Estado”, com destaque para as áreas do abastecimento de água e da saúde, mas também a “dificuldade de cobranças da dívida do Ministério da Defesa”.

Reconhece, igualmente, o “défice de fundos para a aquisição de material para manutenção e contadores”, a “fraca recuperação da dívida de energia retroactiva”, resultando no “crescimento exponencial da dívida no sistema”.

Segundo a EDM, dos 2.075MW de capacidade instalada da Hidroeléctrica de Cahora Bassa, “apenas 650 MW estão disponíveis para o mercado nacional”, o que “obrigou a recorrer à corrente muito cara” dos Produtores Independentes de Energia, “para responder à crescente demanda que, em 2022, atingiu cerca de 1.044 MW”.

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