Friday, April 10, 2026
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Estatal indiana ONGC aprova investimento adicional de 61 M$ para projecto de gás natural no Rovuma

A estatal indiana Oil and Natural Gas Corporation Ltd (ONGC) aprovou um ajustamento financeiro de cerca de 3 mil milhões de meticais (61 milhões de dólares) para reforçar o financiamento das suas subsidiárias envolvidas no Projecto de Gás Natural Liquefeito (GNL) da Área 1, na bacia do Rovuma, norte de Moçambique.

Segundo um comunicado enviado à bolsa de valores da Índia a 22 de Julho, pela Khabar India, os montantes deverão ser desembolsados entre os exercícios financeiros de 2025-2026 e 2026-2027 pela ONGC Videsh Rovuma Ltd (OVRL) e pela Beas Rovuma Energy Mozambique Ltd (BREML), ambas subsidiárias da ONGC Videsh Ltd (OVL), que detém uma participação de 16% no consórcio liderado pela TotalEnergies.

De acordo com os dados divulgados, a BREML deverá aplicar cerca de 1,2 mil milhões de meticais (15,3 milhões de dólares) em 2025-2026 e 635 milhões de meticais (7,6 milhões de dólares) em 2026-2027. Já a OVRL será responsável por cerca de 2,1 mil milhões de meticais (25,6 milhões de dólares) em 2025-2026 e mil milhões de meticais (12,8 milhões de dólares) no ano seguinte, perfazendo o total do ajustamento aprovado.

A mesma publicação refere que os valores correspondem a ajustes financeiros relativos aos custos estimados do projecto, cuja execução tem enfrentado atrasos desde 2021 devido à insegurança em Cabo Delgado, província onde decorrem os trabalhos.

Em Abril de 2025, a ONGC submeteu à aprovação dos seus accionistas, através de votação por correspondência, um conjunto de transacções financeiras ligadas às operações em Moçambique, incluindo um adiantamento de cerca de 1,5 mil milhões de meticais (18 milhões de dólares) da OVL à BREML.

O Projecto GNL da Área 1 é considerado um dos maiores investimentos estrangeiros em África, com uma produção prevista de 13,1 milhões de toneladas de GNL por ano, proveniente das reservas da bacia do Rovuma. A sua concretização é vista como estratégica para a diversificação energética global, especialmente para a Índia.

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