Saturday, September 5, 2026
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Expansão do Oleoduto Moçambique-Zimbabwe reforça segurança energética na África Austral

Novas estações de bombagem vão aumentar em 67% a capacidade do corredor Beira-Harare, apoiando a procura crescente na região da SADC

Uma importante expansão do corredor de combustíveis Beira-Harare vai reforçar a segurança energética na África Austral, aumentando a capacidade de fornecimento de uma rota crítica que serve Moçambique, o Zimbabwe e vários mercados do interland na região da SADC.

A Companhia do Pipeline Moçambique-Zimbabwe (CPMZ), Lda. vai realizar uma cerimónia de lançamento da primeira pedra em Nhamatanda, no dia 2 de Setembro de 2026, para assinalar o início da construção de duas novas estações de bombagem em Nhamatanda, Província de Sofala, e em Messica, Província de Manica.

O desenvolvimento irá aumentar a capacidade anual de transporte do oleoduto Beira-Feruka de 3 milhões para 5 milhões de metros cúbicos até ao final de 2027, um aumento de 67% que ajudará a satisfazer a procura crescente de gasóleo, gasolina e combustível de aviação na região.

A expansão está a ser sincronizada com a modernização da Linha Petrozim, entre Feruka e Harare, criando um corredor energético alinhado e de maior capacidade, desde o Porto da Beira até ao interior da África Austral. A rota apoia a segurança energética não só em Moçambique e no Zimbabwe, mas também em mercados sem litoral, incluindo a Zâmbia, o Malawi, o Botswana e a República Democrática do Congo.

O projecto surge na sequência do aumento bem-sucedido da capacidade do oleoduto pela CPMZ, de 2 milhões para 3 milhões de metros cúbicos anuais, em 2024. A construção e o arranque das novas estações de bombagem decorrerão sem interromper as operações diárias do oleoduto nem o abastecimento de combustível aos mercados regionais.

REFORÇAR UM CORREDOR ENERGÉTICO REGIONAL ESTRATÉGICO

O oleoduto Beira-Feruka, com 294 quilómetros de extensão, é um elemento fundamental do Corredor da Beira, que liga o Porto da Beira ao Zimbabwe e ao restante hinterland da África Austral.

A CPMZ e o Governo do Zimbabwe partilham uma visão de longo prazo de fazer do eixo Beira-Harare uma das principais rotas de abastecimento energético da África Austral, com Harare a assumir-se como um importante centro regional de distribuição.

O planeamento de longo prazo inclui estudos para a substituição da actual linha por um oleoduto de maior diâmetro, capaz de satisfazer a procura de combustível projectada para a região até 2050. Está também a ser ponderada uma eventual extensão do eixo Harare-Lusaka até ao Copperbelt da Zâmbia.

Através destes investimentos, a CPMZ está a contribuir para a construção de uma rede regional de abastecimento de combustível mais resiliente, eficiente e integrada, apoiando a actividade económica, o comércio e a segurança energética em toda a SADC.

Sobre a CPMZ

Fundada em 1982, a Companhia do Pipeline Moçambique-Zimbabwe, Lda. opera segundo um modelo de governação público-privada, que reúne o Estado moçambicano e investidores privados.

A CPMZ opera de forma contínua, 24 horas por dia e 365 dias por ano, contando com uma força de trabalho técnica especializada composta inteiramente por profissionais moçambicanos. As suas operações recorrem a telemetria avançada e monitorização SCADA em tempo real, sustentadas por rigorosos padrões de segurança e ambientais.

CPMZ: A rota de confiança para o combustível na África Austral.

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